Avianca desiste de integração com a low-cost Viva após negócio ficar ‘inviável’
Companhia fez investida pela Viva no ano passado, mas a autorização para o negócio dependia da Aerocivil

A Avianca desistiu do processo de integração com a Viva, aérea de baixo custo colombiana que passa por crise financeira.
Em comunicado emitido neste sábado (13), a Avianca informou que a desistência se deve a uma constatação de que as condições estipuladas para o negócio pela Aerocivil, órgão estatal da Colômbia encarregado de regular a aviação civil no país, inviabilizam a recuperação da Viva. Leia o texto na íntegra.
A Avianca havia feito a investida pela Viva no ano passado, mas a autorização para o negócio dependia da Aerocivil. Nos meses seguintes à proposta, a concorrência começou a se manifestar contra a integração, dizendo que havia forte concentração do mercado colombiano.
Além disso, outras aéreas também começaram a se interessar pela Viva, inclusive a Latam, que chegou a mostrar interesse em comprar a companhia. No comunicado, a Avianca alfinetou os concorrentes.
"Apesar desse infeliz desfecho - no qual outras companhias aéreas do mercado tiveram um papel prejudicial, melhorando sua posição competitiva no mercado ao atrasar as decisões das autoridades - a intenção da Avianca é continuar aliada dos colombianos, por isso buscará aumentar seu número de aeronaves para melhor conectividade com as regiões, além de implementar mecanismos para oferecer opções de trabalho aos funcionários da Viva", diz o texto.
Avianca critica regulador
A Avianca especificou que a Resolução 873 da Aerocivil traz inúmeras "deficiências técnicas", como pouca flexibilidade regulatória para garantir as condições de reativação da operação da Viva.
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A empresa cita, ainda, que a resolução falha em não ajustar as condições à realidade atual da Viva e ao tempo que se passou entre o início do processo de integração, em agosto de 2022, e a data de uma decisão definitiva.
"As condições exigem que a Avianca assuma obrigações, rotas e compromissos de nível de serviço e preço que não correspondem à capacidade remanescente da Viva após dois meses de suspensão das operações", destacou a Avianca.
De acordo com o CEO da Avianca, Adrian Neuhauser, as condições da Aerocivil tornaram o resgate da Viva impossível ao torná-la inviável como companhia aérea.
"Além disso, se a integração fosse se dar sob as condições impostas pela Aerocivil, ameaçaria a estabilidade da Avianca e a conectividade da Colômbia", disse Neuhauser.
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