A maior oferta da Shein: varejista das “blusinhas” prepara IPO bilionário em Nova York
Varejista chinesa entrou com um pedido confidencial para abrir o capital nos Estados Unidos. Saiba os detalhes

A Shein conquistou consumidores mundo afora — incluindo os brasileiros — com promoções muitas vezes irresistíveis de artigos de moda, como as famosas blusinhas. Agora, a varejista chinesa se prepara para a maior oferta de sua história: a das próprias ações na bolsa de valores.
A empresa entrou com um pedido confidencial para abrir o capital nos Estados Unidos na U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) — equivalente à Comissão Valores Mobiliários (CVM) brasileira.
Os bancos Goldman Sachs, JP Morgan e Morgan Stanley devem ser os coordenadores da oferta de ações. A expectativa é de que o sino de abertura de capital da Shein seja batido no próximo ano, 2024.
Ainda não se sabe qual será a avaliação da varejista de moda online na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Mas na última rodada de investimentos, em maio, a Shein foi avaliada em aproximadamente US$ 66 bilhões (cerca de R$ 330 bilhões na cotação da época).
Mas de acordo com uma reportagem da Bloomberg, as ações da Shein não devem chegar a preços promocionais na bolsa. A expectativa é que a gigante de moda seja avaliada em até US$ 90 bilhões, o que reforça a expectativa de que a operação seja o maior IPO dos últimos anos.
No ano passado, a empresa registrou uma receita de US$ 23 bilhões, com um lucro líquido de mais de US$ 800 milhões. Segundo o Wall Street Journal, a companhia afirmou recentemente que gerou receitas recordes nos primeiros trimestres deste ano.
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Fundada em 2008, em Nanjing, na China, a Shein conquistou espaço no mercado internacional em meio à pandemia de Covid-19, com a venda de roupas e produtos a preços mais acessíveis do que os tradicionalmente encontrados no varejo tradicional.
Hoje, a Shein vende para mais de 150 países do mundo, sendo o maior os Estados Unidos o maior mercado da companhia de fast-fashion.
Passos da Shein até o IPO
Em um cenário de escassez de IPOs, a abertura de capital da Shein é esperada com grandes expectativas.
Mas até a listagem na bolsa, a companhia deve percorrer um longo caminho. Por agora, a varejista optou por um pedido confidencial, o que garante que os documentos da oferta sejam apresentados de forma sigilosa para a aprovação dos reguladores.
Sendo assim, as informações sobre o processo de abertura de capital da Shein se tornarão públicas somente poucas semanas antes da listagem ser realizada.
Vale lembrar que a companhia enfrenta uma série de acusações sobre o modelo de negócio. Entre elas, violação aos direitos trabalhistas, danos ao meio ambiente e “roubo” de design de estilistas independentes.
Nos Estados Unidos, a companhia é alvo de investigação desde maio sobre possível trabalho forçado e compra de algodão em Xinjiang — região chinesa conhecida pela exploração de trabalhadores no cultivo da commodity e com embargo de importações para a maior economia do mundo. Em sua defesa, a Shein já negou ter fornecedores no local.
*Com informações da Bloomberg, The Wall Street Journal e CNBC
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