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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

MUDANÇAS NO COMANDO

3R Petroleum (RRRP3) anuncia novo CEO e reestruturação da diretoria; ações disparam na B3

Com a renovação, a petroleira passa a contar com três diretorias executivas, constituídas por um CEO, um diretor de exploração e produção (E&P) e um diretor financeiro e de relações com investidores

Camille Lima
Camille Lima
5 de janeiro de 2023
14:03
Imagem: Divulgação

Tradicionalmente ao fim de cada ano, as pessoas traçam planos e metas para os dias que estão a seguir — e para a 3R Petroleum (RRRP3) não foi diferente. A petroleira iniciou 2023 determinada a realizar mudanças para dar suporte a seu novo ciclo de consolidação de portfólio e do plano estratégico.

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O primeiro passo da companhia em direção a seu “objetivo de ano novo” foi anunciar a troca do diretor executivo (CEO) na última quarta-feira (04), além da reestruturação da diretoria. 

Com a renovação, a organização passa a contar com três diretorias executivas, que serão constituídas por:

  • Diretor presidente (CEO);
  • Diretor de exploração e produção (E&P); e 
  • Diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (DRI).

As ações da petroleira operam em forte valorização nesta quinta-feira e figuram entre as maiores altas do Ibovespa. Por volta das 14h02, os papéis RRRP3 avançavam 5,50%, cotados a R$ 36,81

O novo CEO da 3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum (RRRP3) nomeou Matheus Dias para assumir imediatamente o cargo de CEO da companhia, anteriormente ocupado por Roberto Savini desde agosto de 2019.

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O executivo trabalha na 3R Petroleum desde o fim de 2020. Após o IPO da petroleira, Dias atuou nas áreas Comercial e de Novos Negócios como diretor estatutário de subsidiárias da companhia, responsável pelas negociações de ativos de produção de óleo e gás. 

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Já no ano passado, Dias passou a liderar as áreas de Suprimentos, Tecnologia da Informação, Jurídico, Regulatório e Mid & Downstream. 

Formado em Engenharia de Produção pela USP e com MBA em Gestão de Negócios, Comércio e Operações Internacionais na FIA Business School, Dias atuou em cargos gerenciais na Promon Engenharia e na Hidrovias do Brasil.

Em 2020, tornou-se diretor executivo da área de private equity na Starboard Asset.

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Exploração e Produção 

A 3R Petroleum criou o cargo de diretor executivo de Exploração e Produção para Maurício Diniz, que passará a ser responsável pelas áreas de Operações Onshore e Offshore, Geologia e Geofísica, Reservatórios, Facilities e Poços.

Enquanto isso, Jorge Lorenzon e Pedro Grijalba deixarão as posições de diretores estatutários, ambos sem designação específica na companhia.

Maurício Diniz é formado em Engenharia Mecânica pela UFMG, em Engenharia de Petróleo pela Universidade Petrobras e possui MBA em Gerenciamento de Negócios pela UFRJ. 

Com 39 anos de experiência no setor de petróleo e gás, o executivo atuou por 38 anos na Petrobras (PETR4), com passagens em cargos de Gerente Executivo de Saúde Segurança e Meio Ambiente, Gerente Executivo de Logística e Manutenção e Suporte a Operações e outras funções de liderança nas áreas de Planejamento da Produção e Operação. 

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Na 3R Petroleum, Diniz liderava a diretoria de Operações Offshore desde 2021.

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O mesmo DRI e CFO da 3R Petroleum (RRRP3) 

Já as áreas de finanças e relação com investidores continuarão com o nome já conhecido nos cargos de DRI e CFO.

Rodrigo Pizarro, que exerce as suas funções desde 2020, liderou o processo de estruturação de capital da 3R Petroleum, incluindo um IPO, duas ofertas subsequentes de ações e a compra de nove ativos de produção de óleo e gás. 

No ano passado, Pizarro ainda assumiu as áreas de Recursos Humanos, Administrativa, de Comunicação e de Estratégia e Desempenho. 

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O que dizem os analistas

Para os analistas do BTG Pactual, apesar do impacto positivo dos três executivos que deixarão os cargos na companhia, a reestruturação poderá trazer benefícios à 3R Petroleum. Entre as áreas que devem ser desenvolvidas, o banco destaca:

  • A comunicação da empresa;
  • O alinhamento de interesses entre acionistas de referência e administração; 
  • A simplificação das operações, que devem ter papel relevante na redução da percepção de risco na tese de investimento e custo de capital. 

“Vemos muitos catalisadores positivos no horizonte, que, combinados com a pouca exposição a riscos políticos e receitas vinculadas ao dólar, tornam a RRRP3 uma jogada atraente para 2023”, disse o banco.

O BTG mantém a recomendação de compra para as ações RRRP3, com preço-alvo de R$ 93 por papel para os próximos 12 meses.

Apesar de as ações da 3R Petroleum estarem em festa na bolsa de valores brasileira hoje, os analistas do Bank of America (BofA) acreditam que o anúncio não indica nenhuma mudança importante na estratégia da petroleira.

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“Após a consolidação de seu portfólio, esperamos que a empresa continue focada em entregar o crescimento da produção de seus ativos”, escreveu o BofA, em relatório.

A tese otimista dos analistas é estruturada em quatro pilares: 

  • Valuation atraente;
  • Potencial para aumentar a produção de petróleo e gás de ativos maduros adquiridos nos últimos anos; 
  • Melhor governança corporativa; e 
  • Melhor estrutura regulatória para empresas independentes de E&P no Brasil.

O banco mantém as ações RRRP3 como uma das principais opções em sua cobertura, com recomendação de compra e preço-alvo fixado em R$ 90 por papel, considerando o preço do petróleo Brent a US$ 100 o barril em 2023, US$ 82,50 para 2024 e US$ 70 para 2025.

Vale ressaltar que os analistas preveem quatro riscos para o atingimento do preço-alvo. 

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Além das tendências do preço do petróleo, o banco destaca o cenário político e econômico do Brasil, o possível aumento da aversão ao risco global e atrasos operacionais em projetos de produção e desenvolvimento.

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