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Suzano (SUZB3) anuncia aquisição dias depois de a rival Klabin (KLBN11) ter chegado a acordo de quase R$ 6 bilhões por terras da Arauco no Paraná
O recesso de fim de ano para não chegar para alguns empresas listadas em bolsa. A Suzano (SUZB3) e o BTG Pactual (BPAC11) que o digam.
Enquanto praticamente o Brasil inteiro cuidava dos preparativos para o Natal, a papeleira anunciou no fim da noite de sábado, 23 de dezembro, um acordo de quase R$ 2 bilhões para comprar terras de empresas controladas pelo banco BTG Pactual no Mato Grosso do Sul.
A Suzano vai pagar R$ 1,826 bilhão à vista para comprar a totalidade da participação societária em duas empresas atualmente geridas pelo BTG Pactual Timberland Investment Group.
A expectativa é de que a transação seja concluída nos próximos meses. No entanto, se a operação não for fechada até 31 de março de 2024, o preço será convertido em dólar.
Além disso, o montante final do negócio poderá ser ajustado para acomodar eventuais mudanças de caráter econômico e operacional até a data da conclusão.
A Suzano tem como alvo duas empresas com operações geograficamente próximas de sua área de atuação no Mato Grosso do Sul.
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Juntas, essas empresas têm cerca de 70 mil hectares de terras no Estado.
Dessa área, cerca de 50 mil hectares são úteis e parte dela abriga plantações de eucalipto em diferentes estágios de desenvolvimento.
De acordo com a Suzano, o objetivo principal da transação é ampliar sua autossuficiência no suprimento de madeira.
Com isso, o investimento de capital previsto para 2024 pela Suzano passou de R$ 14,6 bilhões para R$ 16,5 bilhões.
Ainda sujeita à aprovação do Cade, a operação foi anunciada apenas alguns dias depois de a Klabin (KLBN11) ter chegado a um acordo de quase R$ 6 bilhões para adquirir parte da operação da chilena Arauco no Paraná.
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