Taxação das blusinhas da China de volta? Apesar de indefinição, varejistas de moda saltam na B3 — Marisa (AMAR3), C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3) disparam
Após meses de discussão, a proposta de taxação dos produtos das varejistas asiáticas foi ressuscitada pelo governo

Com meses de discussão, o assunto de taxação das compras internacionais de até US$ 50, ou cerca de R$ 250, voltou a assombrar os amantes das “blusinhas” com valores mais baixos vindos da China.
Dessa vez, a culpa foi do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, ao afirmar que o imposto de importação deve ser a próxima medida do governo a ser implementada.
Contudo, ao contrário do que estava previsto em discussões anteriores, todas as “comprinhas” no exterior podem estar sujeitas à taxação — inclusive aquelas com valor inferior a US$ 50 e das companhias que estão cadastradas no programa Remessa Conforme, como a Shein e a Shopee, por exemplo.
Ainda segundo Alckmin, a cobrança do tributo estadual ICMS nas remessas já está em vigor.
Apesar das incertezas sobre a taxação entrar em vigor ou não — que podem atravessar o ano — há quem se beneficie dessa medida: as varejistas brasileiras.
Em reação às declarações de Alckmin, as companhias de varejo de moda aceleram os ganhos no B3, com destaque para as ações das Lojas Renner (LREN3) que chegaram a avançar quase 5% no Ibovespa nos primeiros minutos do pregão.
Leia Também
Mas, ela não está sozinha. Outras varejistas também disparam na B3, como C&A (CEAB3) e Lojas Marisa (AMAR3) que disparam mais de 6%. Acompanhe a cobertura de mercados.
Confira o desempenho das ações das principais companhias do setor:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMAR | Lojas Marisa ON | R$ 4,09 | 8,20% |
| CEAB3 | CEA Modas ON | R$ 8,25 | 6,31% |
| GUAR3 | Guararapes ON | R$ 6,54 | 5,83% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 16,07 | 3,75% |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 6,47 | 0,94% |
TOUROS E URSOS - MAGAZINE LUIZA (MGLU3) E CASAS BAHIA (BHIA3): O QUE REALMENTE DEU ERRADO?
Shein na mira? Entenda o dilema da taxação das “comprinhas” internacionais
A discussão da taxação das compras internacionais já dura cerca de sete meses. Em abril, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a cobrança de imposto sobre as varejistas asiáticas, como a Shein, a Shopee e o Aliexpress.
Ou seja, a isenção de compras entre pessoas físicas de até US$ 50.
O benefício era exclusivo para pessoas físicas, mas, de acordo com técnicos do governo, vinha sendo usado indevidamente por empresas de comércio online internacionais para comercialização de produtos.
Na época, o movimento foi realizado após reclamação de varejistas brasileiros sobre uma possível concorrência desleal de sites estrangeiros, com a vantagem tributária inapropriada.
Contudo, a medida não foi bem recebida pelos brasileiros e, com temor à rejeição ao governo, a pasta econômica voltou atrás no mesmo mês do anúncio.
Meses depois, uma nova solução foi apresentada: o Remessa Conforme.
O programa, em vigor desde agosto, prevê a isenção da alíquota de imposto de importação para compras de até US$ 50 as empresas participantes, que terão de cobrar os tributos de forma antecipada.
Para as compras acima desse valor, o imposto incidente tem alíquota de 60%.
Há ainda a cobrança por todos os Estados de ICMS com uma alíquota uniforme de 17%, conforme definição do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Shein, Shopee, Amazon, Mercado Livre e Aliexpress estão entre as empresas que aderiram ao programa.
Apesar das novas declarações do ministro Geraldo Alckmin, até o momento da publicação desta matéria o Ministério da Fazenda não havia se manifestado sobre o tema.
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?