O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Justiça do RS determinou que a estruturadora dos títulos devolva os recebíveis da companhia e suspendeu a execução de garantias dos ativos
O alívio para os fundos imobiliários (FIIs) vítimas de calotes de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ligados ao grupo Gramado Parks (GPK) não durou muito tempo. Pouco mais de duas semanas após a empresa desistir de um processo de tutela cautelar, três holdings do grupo entraram em recuperação judicial e tiveram os pagamentos a credores novamente suspensos.
A Vara Regional Empresarial da Comarca de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, aceitou o pedido de RJ da empresa e determinou ainda que a estruturadora dos CRIs, a Forte Securitizadora (Fortesec), devolva recebíveis vindos de empreendimentos do grupo.
A companhia fazia mensalmente o repasse de quase todos seus recebíveis à Fortesec e ficava com os excedentes para custear a operação. Mas, com a alta dos juros e uma queda na receita, a companhia alega que as sobras não são suficientes para cobrir as despesas e manter a liquidez do caixa.
Vale destacar que esses recebíveis são posteriormente repassados para fundos imobiliários que investem nos títulos de dívida da empresa.
No caso da Gramado Parks, seis fundos já confirmaram ter CRIs do grupo no portfólio: Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), Hectare CE (HCTR11), Tordesilhas EI (TORD11), Versalhes RI (VSLH11), Banestes RI (BCRI11) e Kilima Volkano RI (KIVO11).
Além disso, dois desses ativos, HCTR11 e TORD11 também estão expostos à companhia de outra forma. Ambos detêm cotas do FII Serra Verde (SRVD11), que é acionista da Gramado Parks. Confira como as cotas dos fundos reagem à notícia por volta das 16h30:
Leia Também
É importante relembrar que títulos desse tipo possuem garantias, como quotas de empresas e imóveis, que podem ser acionadas em momentos como este.
Mas a decisão também impede a securitizadora de executar essas garantias por enquanto. A Fortesec e outros credores têm um prazo de 30 dias para apresentarem suas habilitações de crédito à administradora judicial do processo, RDV Administração de Falências e Recuperações Judiciais.
A Gramado Parks, por outro lado, deve entregar um plano de recuperação em até 60 dias. Os credores terão outros 30 dias para manifestarem objeções a respeito da proposta da companhia.
Procurado, o grupo GPK informou que a recuperação judicial "garante a preservação das atividades e dos mais de 2.000 empregos gerados pelo grupo, enquanto será preparado um plano de pagamento dos credores".
"Informamos que já estamos em contato com nossos principais credores, buscando uma solução célere para a reestruturação, de modo a não afetar os postos de trabalho e o normal funcionamento das atividades", diz a nota enviada ao Seu Dinheiro.
Por falar em credores, um deles está indiretamente ligado à companhia e a alguns dos fundos imobiliários que têm CRIs da Gramado Parks na carteira.
As gestoras dos FIIs DEVA11, HCTR11, TORD11 e VSLH11 — Devant Asset, Hectare e RCAP Asset — fazem parte da holding RTSC, que investe em diversas empresas do mercado financeiro.
O grupo também é controlador indireto da Fortesec, emissora dos títulos de dívida. Além disso, a RCAP Asset também é responsável pela gestão do SRDV11, acionista da Gramado Parks.
Questionada a respeito do tema, a holding RTSC informou que, se houver um posicionamento oficial sobre o tema, ele será feito por meio da Fortesec. Já a securitizadora destaca, em nota, que a recuperação judicial afeta apenas um dos CRIs emitidos pela empresa: o Brasil Parques, com montante atual de R$ 266 milhões.
"Sobre a decisão judicial, a Fortesec a classifica como bastante frágil juridicamente, pois contraria a jurisprudência consolidada e viola diversas garantias legalmente constituídas". A empresa relembra ainda que os CRIs são estruturados com base em recursos antecipados às devedoras e que "agora precisam ser devolvidos aos investidores".
"Se a decisão for mantida, ao contrário de salvar as empresas, os efeitos da RJ causarão insegurança jurídica em todo o mercado e impedirão que novas operações sejam realizadas (inclusive pelas recuperandas), pois os investidores não confiarão nas garantias oferecidas", argumenta a Fortesec.
Procuramos também as gestoras dos fundos mencionados e o texto será atualizado caso tenhamos retorno das companhias.
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente
Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%
O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%
Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados
O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual
Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”
Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas
O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%