O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A média das projeções do mercado apontava para um lucro gerencial de R$ 2,468 bilhões para o Santander Brasil neste segundo trimestre
A fase ruim do Santander Brasil (SANB11) ainda não ficou para trás. O banco reportou um lucro líquido gerencial de R$ 2,259 bilhões, cifra 44,7% menor que a contabilizada no mesmo período do ano passado — e que ficou aquém das expectativas do mercado. Na base trimestral, o lucro aumentou 5,5%.
A média das projeções de sete grandes casas de análise ouvidas pelo Seu Dinheiro apontava para um ganho de R$ 2,468 bilhões entre abril e junho deste ano. O resultado ficou abaixo até mesmo da mais pessimista das previsões, do UBS BB, que esperava lucro de R$ 2,271 bilhões.
Em termos recorrentes — que desconsideram provisões adicionais, passivos fiscais, impostos extraordinários e a venda de participação na Webmotors —, o lucro gerencial do Santander no trimestre foi de R$ 2,309 bilhões, queda de 43,4% em um ano e alta de 7,9% ante os três primeiros meses de 2023.
A rentabilidade (ROAE) do Santander ficou em 11,2% no trimestre encerrado em junho, uma melhora de 0,7 ponto percentual (p.p.) em relação aos três primeiros meses do ano. Ainda assim, o dado também ficou ligeiramente abaixo das projeções dos analistas, que apontava para um índice de 11,6%.
"Começamos a sentir os efeitos positivos da maior seletividade de crédito aplicada a partir do final do quarto trimestre de 2021", escreve Mario Leão, CEO do Santander Brasil, em mensagem aos acionistas. "Além disso, a margem de mercados apresentou evolução relevante no trimestre por conta da reprecificação do banking book, e possui viés de baixa ao longo do ano".
No lado das provisões, havia grande expectativa quanto à postura do Santander Brasil em relação a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária aos bancos no que diz respeito à incidência de PIS e Cofins sobre receitas financeiras.
Leia Também
E isso porque o Santander é o mais afetado pelo parecer da Corte, com impactos que poderiam superar os R$ 4 bilhões. Mas, ao menos neste segundo trimestre, o banco dá a entender que não tomou nenhuma decisão sobre o que fazer.
O Santander apresentou duas fórmulas de cálculo do chamado 'resultado bruto de créditos de liquidação duvidosa', o nome formal das provisões. E, em ambos, houve uma redução do montante em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando foi considerada a perda de 100% dos empréstimos à Americanas.
Indo aos números: considerando todos os efeitos extraordinários ocorridos no semestre, o total provisionado foi de R$ 4,53 bilhões, cifra 59% menor que os R$ 11 bilhões vistos no primeiro trimestre; sem levar as questões não recorrentes em conta, as provisões caíram 11,6%, a R$ 5,98 bilhões.
O Santander não dá maiores explicações quanto ao comportamento das provisões e não cita, em momento algum, o entendimento do STF.
O índice de inadimplência do Santander segue mostrando tendência de alta, conforme esperado pelos analistas: chegou a 3,3% no trimestre encerrado em junho, ligeiramente acima dos 3,2% registrados em março — e 0,4 p.p. maior que o patamar de junho de 2022.
A piora, como imaginado, ocorreu especialmente entre os clientes pessoa física: no segmento, o índice total subiu de 4,5% em março para 4,8% em junho; há um ano, era de 4,1%. Entre as pessoas jurídicas, o patamar ficou estável em 1,4% na virada dos trimestres; em março de 2022, estava em 1,1%.
Para a carteira de crédito, a expectativa dos analistas consultados pelo Seu Dinheiro era de expansão tímida — e, de fato, o Santander Brasil mostrou uma evolução pequena na base anual: alta de 6,6%, para R$ 499,298 bilhões, com expansão em todos os segmentos atendidos pelo banco.
Essa cifra, no entanto, pode trazer preocupação ao mercado, uma vez que também indica uma ligeira contração em relação ao primeiro trimestre do ano, quando a carteira totalizava R$ 500,3 bilhões.
Em relação aos três primeiros meses de 2023, chama a atenção a queda de 1,4% na carteira destinada às grandes empresas, que somou R$ 139,7 bilhões — nos segmentos de pessoa física, financiamento ao consumo, e pequenas e médias empresas, houve expansões de menos de 1%.
A margem financeira bruta do Santander Brasil no segundo trimestre de 2023 foi de R$ 13,579 bilhões, alta de 3,3% em relação aos três meses anteriores — houve uma melhora tanto na margem com clientes quanto na tesouraria.
No caso da margem com clientes, os spreads recuaram 0,2 p.p., para 9,9%, dada a postura mais seletiva na originação de crédito. No entanto, esse efeito foi mitigado pelo aumento de 2,5% no volume médio e pelo maior número de dias corridos no trimestre.
Já o resultado de tesouraria ficou negativo em R$ 843 milhões, uma perda 28% menor que a vista no primeiro trimestre — a sensibilidade negativa à curva de juros é apontada pelo banco como fator que influencia a melhora.
Outro ponto que mostrou uma melhora gradual neste segundo trimestre foi a geração de receitas de tarifas e serviços, totalizando R$ 4,81 bilhões, alta de 2,4% em relação aos três primeiros meses de 2023.
Em termos de volume, os cartões foram o segmento mais relevante para o Santander Brasil e responderam por R$ 1,371 bilhão, crescendo 1,5% na base trimestral; em seguida, aparece a linha de conta corrente, com expansão de 0,8%, a R$ 1 bilhão.
Em termos de crescimento percentual, destaque para a corretagem e colocação de títulos, com aumento de 19,4% entre os períodos, para R$ 428 milhões. Por fim, duas áreas apresentaram contração: administração de fundos e consórcios, com R$ 339 milhões (-2,9%) e cobrança e arrecadações, com R$ 323 milhões (-1,3%).
Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica
Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas
Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom
Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira
Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano
Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities
CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas
Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100
A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano
GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis
Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos
Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro
Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar
Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação