O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
As companhias de papel e celulose, em geral, têm o desempenho das ações atrelado à movimentação da moeda norte-americano, mas hoje é exceção
O investidor de bolsa sabe que as cotações das ações de empresas exportadoras têm relação direta com o dólar. Mas hoje as produtoras de papel e celulose Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3) chamam a atenção justamente por quebrar essa dinâmica.
Ambas as companhias operam em queda expressiva na B3 mesmo em um dia de alta da moeda norte-americana. Por volta das 16h10 (horário de Brasília), o dólar era negociado a R$ 4,9170, em linha com o desempenho da divisa no exterior.
Em geral, o câmbio mais fraco beneficia as ações das exportadoras, que têm a maioria das receitas atreladas ao dólar. Mas não é o que acontece hoje com as empresas de papel e celulose.
Confira o desempenho de Suzano e Klabin na B3:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| KLBN11 | Klabin units | R$ 22,52 | -3,88% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 53,36 | -1,64% |
Nas primeiras horas do pregão, as ações da Klabin (KLBN11) recuaram 5,67%, enquanto a maior queda intradiária da Suzano (SUZB3) ficou na casa dos 3%. Acompanhe a cobertura de mercados.
Das duas empresas, a Klabin foi a única a anunciar novidades hoje. A empresa aproveitou o dia de encontro com investidores e atualizou as projeções de investimentos.
Leia Também
A empresa pretende investir cerca de R$ 9 bilhões nos próximos dois anos, sendo R$ 4,5 bilhões em 2023 e mais outros R$ 4,5 bilhões ao longo de 2024 — em que grande parte dos recursos serão destinados para continuidade operacional.
Apesar dos números bilionários, o valor total dos investimentos não mudou. Ou seja, a Klabin apenas reduziu o montante previsto neste ano para 2024.
Ainda assim, o mercado aparentemente não gostou dos números. Lembrando que a Klabin vem de uma polêmica relacionada ao Projeto Figueira, uma unidade produtora de papelão ondulado cujo retorno foi questionado por integrantes do próprio conselho.
A projeção para os investimentos poderia explicar a queda de Klabin hoje na B3, mas não de Suzano. Existe, contudo, um “vilão” que pega ambas as empresas: a perspectiva sobre os preços do kraftliner — que é um mix de fibras usado em embalagens e impressões — e a demanda por embalagens nos próximos meses.
Segundo o Bradesco BBI, os preços do produto caíram em meio à demanda ainda fraca, pela terceira vez neste ano.
Para o banco, os preços do kraftliner permaneceram em uma tendência de queda em um cenário de menor procura, ou melhor, “decepcionante”, apesar das iniciativas de alguns players do setor em reduzir a produção — que não foram suficientes para sustentar os preços.
Além disso, a RISI, agência de dados sobre commodities e da indústria de base florestal, afirmou, segundo o BBI, que o mercado está se ajustando diante de uma oferta abundante, o que resulta na queda de produção brasileira de papel para embalagens de 2,5% no acumulado do ano.
Outro fator é a demanda fraca por caixas em novembro e que deve seguir desacelerando ainda mais em dezembro e no primeiro trimestre de 2023. A recuperação deve acontecer apenas a partir de 2024, a depender da trajetória das taxas de juro.
A moeda norte-americana ganha força ante o real e frente a moedas globais, como o euro, a libra e o iene, após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos.
Por volta das 16h10 (horário de Brasília), o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, registrava alta de 0,69%, aos 103.475 pontos. No mesmo horário, a moeda norte-americana operava a R$ 4,9170 (+0,60%).
Porém, o dólar chegou a ser cotado acima dos R$ 4,9456 (+1,19%) logo após a divulgação do dado.
O Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) ficou estável em outubro na comparação com setembro. O índice, que é referência de inflação para o Federal Reserve (Fed), ficou abaixo das expectativas de avanço de 0,1% no mês.
Na base anual, o PCE registra avanço de 3,0% em outubro, também levemente abaixo das projeções de alta de 3,1%.
Mas, o que chama a atenção do mercado financeiro é o núcleo do PCE, já que ele exclui itens mais voláteis como alimentos e combustíveis. Nesse “ajuste”, a inflação subiu 0,2% em outubro ante setembro, em linha com o esperado.
Na comparação anual, o núcleo da inflação avançou 3,5% em outubro, também como previsto.
Em linhas gerais, os novos números de inflação reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) ainda mantenha os juros no maior patamar em mais de duas décadas, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês).
Hoje, os juros da maior economia do mundo estão no intervalo entre 5,25% a 5,50% ao ano. O último encontro do ano do Fomc acontece em 13 de dezembro.
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz
Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações
Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora
Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística
Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável
Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações
Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo
Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX
Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta
Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano