Ela já esteve na mira da Vale (VALE3) e tem Barsi entre seus acionistas — e agora está oficialmente em recuperação judicial
Justiça paulista homologa recuperação judicial da Paranapanema; empresa e controladas têm R$ 450 milhões em dívidas

A Paranapanema (PMAM3) já esteve na mira da Vale (VALE3) e tem o bilionário Luiz Barsi entre seus acionistas.
De um ano para cá, entretanto, o noticiário sobre a produtora brasileira não-integrada de cobre refinado, vergalhões, fios trefilados, laminados, barras, tubos, conexões e ligas tem se limitado quase estritamente a seu pedido de recuperação judicial.
O início do processo foi autorizado pela justiça em dezembro de 2022. Em agosto de 2023, os credores aceitaram o plano proposto pela empresa. Agora a Justiça paulista finalmente homologou o plano de recuperação judicial da Paranapanema (PMAM3).
Quando pediu para entrar em recuperação judicial em caráter de urgência, a companhia declarou R$ 450 milhões em dívidas suas e de duas de suas controladas — Centro de Distribuição de Produtos de Cobre (CDPC) e Paraibuna Agropecuária.
Na ocasião, a Paranapanema manifestou a intenção de “restabelecer seu equilíbrio econômico financeiro e honrar os compromissos assumidos com seus diversos acionistas e, em um futuro próximo, retomar seu crescimento, dentro das reais possibilidades operacionais e financeiras da companhia”.
Paranapanema já esteve na mira da Vale
A Paranapanema já esteve na mira da Vale.
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Em 2010, a gigante brasileira da mineração chegou a oferecer mais de R$ 2 bilhões para assumir o controle da Paranapanema.
Ela estava de olho, principalmente, na produção de cobre refinado da rival.
A proposta da Vale, no entanto, não foi aceita pelos acionistas da empresa.
Antes da abertura do pregão de hoje, o valor da Paranapanema na bolsa não chegava a R$ 200 milhões.
Na manhã desta sexta-feira, PMAM3 operava em alta de R$ 2,5%, cotada na faixa de R$ 4,40 por ação.
Paranapanema e seus acionistas
A Paranapanema tem a Caixa Econômica Federal e a operadora global de commodities Glencore como acionistas.
Mas elas não são as únicas acionistas famosas da companhia. O megainvestidor Luiz Barsi figura no quadro acionário da empresa.
Na ocasião do pedido da recuperação judicial, Barsi chegou a dizer que o processo era uma recomendação antiga.
- LEIA TAMBÉM: Estratégia, disciplina, paciência: conheça 11 segredos de Luiz Barsi, o maior investidor individual da B3
Barsi reconheceu que a recuperação judicial era “o que faltava para o barco não afundar” e considerou que o processo “não é um bicho de sete cabeças, como muita gente pensa”.
O megainvestidor disse ainda que tinha uma visão positiva sobre a questão da Paranapanema ter recorrido à recuperação judicial.
De acordo com ele, trata-se de uma forma de a empresa preservar a integridade operacional e ao mesmo tempo abrir uma oportunidade de voltar a gerar resultados.
Em breve saberemos se ele tem razão — ou não.
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