HGLG11 e outros seis fundos imobiliários estão na lista de credores da Americanas (AMER3); veja quanto a varejista deve para os FIIs
A empresa deve mais de R$ 41 bilhões na praça, e ao menos R$ 8,8 bilhões deveriam ir para o caixa dos sete FIIs
Com mais de 8 mil nomes, a lista de credores da Americanas (AMER3) mostra que a varejista acumulou débitos com pessoas físicas e jurídicas de diversos setores. Sete fundos imobiliários também não escaparam da recuperação judicial da companhia e aparecem no levantamento.
A empresa deve mais de R$ 41 bilhões na praça, e ao menos R$ 8,8 bilhões deveriam ir para o caixa dos sete FIIs. Vale informar que esse não é o total de fundos que mantêm algum tipo de relação comercial com a Americanas, apenas os que aparecem na lista entregue à Justiça.
Do total devido aos fundos imobiliários, o maior débito da Americanas é com o CSHG Logística (HGLG11). A varejista locava um dos galpões do fundo, mas ele pediu a devolução integral do imóvel em julho do ano passado.
O contrato de locação previa o cumprimento de aviso prévio de seis meses, além de uma multa que, segundo informações do HGLG11, chega a aproximadamente R$ 10 milhões. Já a Americanas cita uma dívida de R$ 5,36 bilhões no documento oficial.
O pagamento da multa deveria ser feito no final deste mês, quando está prevista a conclusão do processo de devolução. Mas, com a companhia em período de blindagem, não é provável que o fundo receba o dinheiro em breve.
O HGLG11 — que é o segundo maior FII da indústria em número de cotistas, com 334,8 mil investidores — não informou qual será o impacto de um possível calote. O galpão em questão é um dos 20 ativos no portfólio do fundo e representa 5,28% da receita contratada.
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Americanas (AMER3) pode secar dividendos do MAXR11?
O peso da Americanas para os ganhos é ainda maior no caso de outro FII presente na lista de credores, o Max Retail (MAXR11). Apesar do valor da dívida atual ser menor, R$ 514,1 mil, a varejista é responsável por 57,9% da receita do fundo.
Segundo fato relevante divulgado ontem pelo fundo imobiliário, a cifra é referente aos aluguéis de dezembro de 2022 e equivale a R$ 0,46 por cota. A companhia loca seis dos dez ativos que compõem a carteira do MAXR11.
A cifra elevada — para se ter uma noção do impacto, o fundo distribuiu R$ 0,65 por cota em dividendos em dezembro — preocupa seus pouco mais de 4,1 mil cotistas e provoca reflexos no mercado secundário. O FII recua 12,6% desde a descoberta do escândalo contábil.
Quais são os outros fundos imobiliários na lista de credores
Além dos fundos imobiliários já citados, outros cinco FIIs também estão incluídos no processo de recuperação judicial da Americanas.
Para dois deles, Bresco Logística (BRCO11) e XP Log (XPLG11), os negócios com a varejista trazem 8% da receita.
No caso do XPLG11, o elo com a companhia é um imóvel localizado em Seropédica, no Rio de Janeiro, e locado até julho de 2026. A dívida atual é de R$ 849,4 mil, mas o valor pode subir em caso de quebra de contrato.
Já o BRCO11 não especificou em relatórios qual de seus galpões foi alugado para a companhia. Mas a dívida é de R$ 667,8 mil, de acordo com o levantamento da empresa.
A ausência de informações sobre a relação comercial com a Americanas também está presente no caso dos fundos Ancar IC Shopping (ANCR11B) e Vida Nova (FIVN11), que não divulgam o detalhamento de seus ativos e locatários.
A Americanas deve R$ 619,6 mil para o ANCR11B — que tem apenas 58 cotistas e um patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão — e R$ 14,5 mil para o FIVN11 e seus 3.951 investidores.
O último FII na lista de credores da companhia, com uma dívida de R$ 777,9 mil, é o RB Capital Petros, um fundo não listado.
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