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Uma luz no fim das nuvens? Azul (AZUL4) anuncia acordo para refinanciar 90% de sua dívida de arrendamento

Dívida com arrendamento de aeronaves disparou com a pandemia e é considerada uma das principais vulnerabilidades da Azul

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6 de março de 2023
6:39 - atualizado às 10:34
Avião da Azul (AZUL4)
Aeronave da Azul (AZUL4) em processo de decolagem - Imagem: Luis Neves/Divulgação

O balanço da Azul (AZUL4), previsto para hoje, é um dos mais esperados pelo mercado financeiro nesta semana. Enquanto ele não sai, os investidores digerem o anúncio feito pela companhia aérea de que firmou acordos com empresas que representam mais de 90% de seu passivo de arrendamento.

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O anúncio veio à tona no fim da noite de domingo (5) por meio de fato relevante. A Azul não detalhou quem são os credores nem os valores exatos envolvidos no acordo.

De qualquer modo, a dívida com o arrendamento de aeronaves é considerada uma das principais vulnerabilidades da Azul.

A situação agravou-se depois da eclosão da pandemia, em 2020. Estima-se que o total da dívida gire em torno de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 3,8 bilhões em arrendamento

VEJA TAMBÉM - O que está por trás do tsunami de endividadas na B3?

O plano de voo da Azul

A Azul afirma que o plano de refinanciamento visa a fortalecer a geração de caixa e melhorar a estrutura de capital da empresa.

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Em comunicado, a Azul informa que as dívidas serão pagas aos credores sem desconto. O acordo prevê uma combinação de alongamento do prazo dos débitos e distribuição de participação acionária aos credores.

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“Os arrendadores reduzirão os pagamentos de arrendamento da Azul para eliminar diferimentos relacionados à covid, bem como a diferença entre as taxas de arrendamento contratuais da Azul e as taxas de mercado atuais”, informa a empresa.

Em troca, os arrendadores receberão um título de dívida negociável com vencimento em 2030 e ações precificadas de forma a refletir a nova geração de caixa da Azul, sua melhor estrutura de capital e a redução em seu risco de crédito.

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Mais acordos à vista?

“Os arrendadores representam 80% de nossa dívida bruta nominal. A celebração desses acordos demonstra um enorme sucesso em nossa abordagem”, afirmou, na nota, Alex Malfitani, CFO da Azul.

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Malfitani disse ainda que nenhuma aeronave saiu da frota da companhia durante as negociações e que seus parceiros entregaram 12 novas aeronaves adicionais nos últimos cinco meses.

“As negociações continuam com os arrendadores e demais parceiros e estamos otimistas de que chegaremos a acordos com todos eles.”

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