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Dívida com arrendamento de aeronaves disparou com a pandemia e é considerada uma das principais vulnerabilidades da Azul

O balanço da Azul (AZUL4), previsto para hoje, é um dos mais esperados pelo mercado financeiro nesta semana. Enquanto ele não sai, os investidores digerem o anúncio feito pela companhia aérea de que firmou acordos com empresas que representam mais de 90% de seu passivo de arrendamento.
O anúncio veio à tona no fim da noite de domingo (5) por meio de fato relevante. A Azul não detalhou quem são os credores nem os valores exatos envolvidos no acordo.
De qualquer modo, a dívida com o arrendamento de aeronaves é considerada uma das principais vulnerabilidades da Azul.
A situação agravou-se depois da eclosão da pandemia, em 2020. Estima-se que o total da dívida gire em torno de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 3,8 bilhões em arrendamento
A Azul afirma que o plano de refinanciamento visa a fortalecer a geração de caixa e melhorar a estrutura de capital da empresa.
Em comunicado, a Azul informa que as dívidas serão pagas aos credores sem desconto. O acordo prevê uma combinação de alongamento do prazo dos débitos e distribuição de participação acionária aos credores.
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“Os arrendadores reduzirão os pagamentos de arrendamento da Azul para eliminar diferimentos relacionados à covid, bem como a diferença entre as taxas de arrendamento contratuais da Azul e as taxas de mercado atuais”, informa a empresa.
Em troca, os arrendadores receberão um título de dívida negociável com vencimento em 2030 e ações precificadas de forma a refletir a nova geração de caixa da Azul, sua melhor estrutura de capital e a redução em seu risco de crédito.
“Os arrendadores representam 80% de nossa dívida bruta nominal. A celebração desses acordos demonstra um enorme sucesso em nossa abordagem”, afirmou, na nota, Alex Malfitani, CFO da Azul.
Malfitani disse ainda que nenhuma aeronave saiu da frota da companhia durante as negociações e que seus parceiros entregaram 12 novas aeronaves adicionais nos últimos cinco meses.
“As negociações continuam com os arrendadores e demais parceiros e estamos otimistas de que chegaremos a acordos com todos eles.”
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