🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O FANTASMA DA INADIMPLÊNCIA

Ameaça de novo calote derruba cotas de cinco fundos imobiliários na B3; devedor obteve tutela cautelar para evitar pagamentos

Os FIIs recuam pois estão expostos a CRIs do grupo Gramado Parks, que foi à Justiça para suspender por 60 dias os repasses ligados aos títulos

Larissa Vitória
Larissa Vitória
27 de março de 2023
16:40 - atualizado às 17:09
Imagem mostrando casas de brinquedo enfileiradas, com uma seta vermelha que sobe e desce sobre os telhados. É um símbolo do desempenho dos fundos imobiliários (FIIs) | Dividendos RECR11 fundo imobiliário Maxi Renda MXRF11 KINP11 CPTS11 HCTR11
Fundos imobiliarios (FIIs) - Imagem: iStock

Pouco mais de duas semanas após virarem notícia pela inadimplência de um ativo presente nos portfólios, os fundos imobiliários Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), Hectare CE (HCTR11) e Versalhes RI (VSLH11) voltam a amargar perdas na B3 com um possível calote.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dessa vez, eles são acompanhados por outros dois FIIs, Iridium Recebíveis Imobiliários (IRDM11) e Banestes Recebíveis Imobiliários (BCRI11). Confira o desempenho das cotas dos fundos por volta das 16h37.

  • BCRI11: -0,72%
  • DEVA11: -3,41%
  • HCTR11: -4,54%
  • IRDM11: -2,02%
  • VSLH11: -3,36%

Os cinco fundos imobiliários recuam pois estão expostos a Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) do grupo Gramado Parks. O grupo imobiliário e de turismo obteve na Justiça uma tutela cautelar para suspender o pagamento de recebíveis ligados aos títulos, de acordo com o jornal Valor Econômico.

Ainda de segundo a publicação, a decisão de uma juíza da 2ª Vara Judicial da Comarca de Gramado, no Rio Grande do Sul, suspendeu por 60 dias o repasse de valores à Forte Securitizadora (Fortesec), responsável pela emissão dos CRIs.

VEJA TAMBÉM - Se a Americanas pode pedir recuperação judicial para 'se safar' dos credores, por que você não pode?

Gramado Parks enfrenta problemas econômicos

Uma consulta ao site da Fortesec mostra que o Gramado Parks é o devedor de três emissões de certificados de recebíveis imobiliários estruturados pela securitizadora entre 2018 e 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As operações totalizam um montante de R$ 237 milhões. Uma parcela desses CRIs foi parar na carteira de fundos imobiliários cujas cotas são negociadas na B3. 

Leia Também

A decisão judicial à qual o jornal teve acesso mostra que a companhia fazia mensalmente o repasse de quase todos seus recebíveis à Fortsec e ficava com os excedentes para custear a operação.

Mas com a alta dos juros e uma queda na receita, a companhia alega que os excedentes não são suficientes para cobrir as despesas e manter a liquidez do caixa.

"Após um crescimento exponencial nos últimos anos, a Gramado Parks foi diretamente impactada pela crise da pandemia da COVID-19. Somado a isso, o grau de endividamento também foi elevado pelo aumento desordenado dos
insumos da construção civil e a elevação expressiva dos juros e encargos financeiros", diz o grupo em nota enviada ao Seu Dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos 60 dias em que estará sob tutela cautelar, o Gramado Parks poderá utilizar os recursos que seriam enviados à Fortesec para quitar dívidas, como a folha de pagamento dos funcionários, ou fortalecer o caixa.

A medida também pode ser seguida por um pedido de recuperação judicial. Vale relembrar que a Americanas (AMER3) e a Oi se valeram desse mesmo mecanismo antes de entrarem oficialmente em RJ. Mas, de acordo com Arthur Silveira, sócio de um dos escritórios de advocacia que conduz o processo, o caso do grupo não deve chegar a esse ponto, ao menos por enquanto.

"A tutela cautelar irá propiciar uma atmosfera favorável à negociação, através de um ambiente capaz de reequilibrar a relação entre a companhia e credores, evitando-se, neste momento, medidas mais austeras", afirma o advogado e mestre em direito empresarial.

  • Você investe em ações, renda fixa, criptomoedas ou FIIs? Então precisa saber como declarar essas aplicações no seu Imposto de Renda 2023. Clique aqui e acesse um tutorial gratuito, elaborado pelo Seu Dinheiro, com todas as orientações sobre o tema.

Vai ter calote para os fundos imobiliários?

A suspensão dos repasses do Gramado Parks à Fortesec não implica necessariamente em um calote para os fundos imobiliários que investem nos CRIs do grupo. Isso porque os títulos possuem garantias que podem ser acionadas em momentos como este.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A execução dessas garantias pode ser dificultada, porém, pela tutela cautelar e por uma possível recuperação judicial.

Conforme explica a Iridium, gestora do IRDM11, em nota enviada ao Seu Dinheiro, os pagamentos referentes ao mês de março caíram na conta da securitizadora. Mas a parcela de juros e amortização que seria repassada aos FIIs foi retida preventivamente pela Fortesec “dada a decisão da Justiça sobre o pedido de tutela cautelar”.

O fundo, que tem cerca de 1,7% de seu patrimônio líquido alocado em CRIs ligados ao Gramado Parks, afirma que as operações possuem diversas garantias — incluindo imóveis e cotas de empresas do grupo.

“A equipe de gestão está em constante acompanhamento do assunto junto a securitizadora e o agente fiduciário para a contratação de assessores jurídicos para defender os direitos dos detentores dos CRIs”, declarou a Iridium.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outros FIIs expostos ao possível calote, DEVA11 e HCTR11, também destacaram as garantias das operações. A gestora do DEVA11 explicou que, em casos como este, o fundo de reservas é acionado para garantir o fluxo de pagamento das parcelas, e há a possibilidade de renegociação.

“Na possibilidade de um cenário mais estressado, a Devant partirá para a execução das garantias, incluindo as reais”, diz a nota.

A Hectare reforçou manter-se "a par das medidas judiciais que serão tomadas pela Fortesec, com o objetivo de preservar o patrimônio dos nossos dos nossos cotistas, assim como dos outros investidores destas operações".

Também em nota, a Fortesec informa que tomará todas as medidas cabíveis para defender os interesses dos titulares dos CRIs e que já está pacificado no judiciário que garantias pessoais dos sócios e garantias fiduciárias vinculadas aos ativos estão preservadas em benefício dos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Procurado pelo Seu Dinheiro, o Banestes — gestor do fundo BCRI11 — não comentou o tema até a publicação desta matéria. O texto será atualizado caso recebamos um posicionamento oficial da empresa.

Já a RCAP Asset, responsável pelo FII Versalhes RI, informou que em breve a administradora do fundo publicará um fato relevante sobre o assunto na página oficial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar