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O Ibovespa acumulou desvalorização semanal de 2,31%, repercutindo decisões de juros nas economias mundiais
Em uma semana marcada por decisões de política monetária nos bancos centrais, o Ibovespa acumulou desvalorização semanal de 2,31%. O principal índice de ações da B3, repercutiu principalmente os anúncios de mudanças de juros em economias mundiais.
Apesar da queda nesta semana, o índice ainda marca leve ganho mensal de 0,23% e alta de 5,72% no ano.
Por aqui, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central seguiu com o plano de pouso e cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 12,75% ao ano.
O Ibovespa acompanhou o ritmo mais negativo do exterior — especialmente nos Estados Unidos.
Isso porque o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) elevou a cautela dos investidores após anunciar perspectivas de juros elevados por mais tempo.
Com o comunicado do Fed, as bolsas de valores norte-americanas S&P 500 e Nasdaq registraram as maiores perdas semanais desde março.
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Já o dólar acumulou ganhos de 1,21% na última semana, acompanhando o movimento externo de fortalecimento da moeda norte-americana.
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As ações da BRF (BRFS3) lideraram a ponta positiva do Ibovespa na semana, beneficiadas por um movimento de recuperação das perdas recentes.
Apesar da forte queda no último pregão, as ações da Azul (AZUL4) terminaram a semana em alta após a disparada recente dos papéis devido à queda do dólar no mercado à vista, alívio nos juros futuros (DIs) e realização dos ganhos recentes do petróleo.
Ainda no campo azul do índice da bolsa brasileira, estavam os papéis da Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11).
As exportadoras avançaram com a valorização do dólar, além do reajuste nos preços de exportação da celulose para a Ásia, Europa e EUA anunciado pela Suzano.
A CSN Mineração também figurou entre as maiores altas do Ibovespa na semana, na esteira de novos estímulos na China e a valorização do minério de ferro.
Os governos das cidades de Xangai e Pequim anunciaram um afrouxamento de regras para investimento estrangeiro direto. A intenção da medida é atrair empresas e apoiar a recuperação econômica chinesa.
Confira as maiores altas da semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARIAÇÃO SEMANAL |
|---|---|---|---|
| BRFS3 | BRF ON | R$ 9,66 | 7,81% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 14,39 | 6,28% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 55,38 | 5,43% |
| CMIN3 | CSN Mineração ON | R$ 4,68 | 4,23% |
| KLBN11 | Klabin units | R$ 24,03 | 3,98% |
Enquanto isso, o setor de varejo liderou as perdas do Ibovespa na semana.
O desempenho negativo das varejistas foi impulsionado pela cautela dos investidores devido às projeções de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo.
Além da mudança na perspectiva para os juros, os investidores também têm receios sobre a situação financeira das empresas.
As ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) — antiga Via (VIIA3) — foram destaque de baixa.
Vale lembrar que a companhia recentemente realizou uma oferta de ações para tentar reequilibrar o balanço e acabou captando um montante bem menor do que esperava inicialmente.
Veja as ações que mais caíram no Ibovespa nesta semana:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VARIAÇÃO SEMANAL |
|---|---|---|---|
| PCAR3 | GPA ON | R$ 3,54 | -20,09% |
| SOMA3 | Grupo Soma ON | R$ 6,61 | -12,91% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 4,99 | -11,52% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 13,89 | -10,85% |
| BHIA3 | Casas Bahia ON | R$ 0,68 | -10,53% |
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
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