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Se os papéis forem cancelados, o acionista terá uma fatia maior da empresa, o que pode engordar a conta dos dividendos; veja outro cenário

O último programa de recompra de ações do Santander (SANB11), iniciado em fevereiro do ano passado, terminou nesta terça-feira (2). E o banco sequer esperou os papéis envolvidos na operação esfriarem na tesouraria e já anunciou que fará uma nova recompra.
A instituição financeira trará para casa até 36,98 milhões de units, que correspondem a cerca de 1% do capital social, nos próximos 18 meses. O encerramento do programa está previsto para 5 de fevereiro de 2024.
Segundo explica o Santander em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a recompra tem dois objetivos:
Até que o Santander (SANB11) decida qual será o destino das ações recompradas, os efeitos para os acionistas ainda são incertos.
Mas há dois cenários mais prováveis. O primeiro prevê que, se os papéis forem cancelados, o acionista termina, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, o que pode engordar sua contas de dividendos.
Já se os ativos permanecerem guardados na tesouraria para uma oferta no futuro, o acionista terá ganhos apenas após sua venda. Nesse caso, o ganho de capital fará parte do lucro das empresa, o que também influencia na distribuição de proventos.
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O anúncio da recompra de ações do Santander ocorre pouco menos de uma semana após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.
O banco registrou lucro líquido gerencial ligeiramente acima das expectativas do mercado no segundo trimestre de 2022, chegando a R$ 4,084 bilhões. O número, porém, representa queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A queda no lucro também afetou a rentabilidade do Santander, que caiu para 20,8%, de 21,6% no mesmo período do ano passado.
Na comparação com o trimestre anterior, no entanto, o Santander obteve melhora em ambas as linhas do balanço, com o lucro subindo 2% e a rentabilidade avançando 0,2 ponto percentual.
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