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2022-02-07T08:01:15-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
segredos da bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas no exterior operam em queda, de olho no petróleo e na Rússia; Ibovespa acompanha ‘PEC Kamikaze’, ata do Copom e inflação esta semana

A temporada de balanços começa a ganhar corpo no cenário doméstico, enquanto o exterior olha os resultados de Pepsi, Coca-cola, Twitter e mais

7 de fevereiro de 2022
7:56 - atualizado às 8:01
Bandeiras da Ucrânia e da Rússia com armas, simbolizando as tensões entre os dois países
Bandeiras da Ucrânia e da Rússia com armas, simbolizando as tensões entre os dois países - Imagem: FabrikaPhoto/Envato

A temporada de balanços brasileira começa a ganhar tração esta semana, após a atenção dos primeiros dias de fevereiro terem ficado para os resultados das big techs. A bolsa conseguiu encerrar as sessões em tom levemente positivo, enquanto o dólar recuou mais de 1% nos últimos pregões.

O principal índice da B3 encerrou a sexta-feira (04) com um avanço de 0,49%, aos 112.244 pontos. O dólar à vista subiu 0,50%, a R$ 5,3220, de olho em Brasília. Na semana, o recuo foi de 1,26%, favorecido pelo fluxo de entrada de recursos estrangeiros no país. 

Mas os velhos medos voltam a assustar o Ibovespa. Com a retomada das atividades do Congresso, a chamada PEC Kamikaze deve se tornar o centro dos debates nesta semana, que ainda conta com ata do Copom e dados do IPCA de janeiro.

Saindo do cenário local, o exterior acompanha o avanço da Rússia sobre a Ucrânia, com constantes ameaças à fronteira entre os dois países. Além disso, o futuro dos juros de grandes bancos centrais pelo mundo está na mira dos investidores. 

As falas de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, são o foco do dia nesta segunda-feira (07), enquanto os dados de inflação ao consumidor, medidos pelo CPI, nos Estados Unidos, devem agitar as sessões mais para o final da semana. 

Prepare-se para os próximos dias aqui:

Uma PEC nada fácil de engolir

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), voltou a questionar o alto valor dos combustíveis e culpar os impostos sobre a gasolina. A proposta do presidente é enviar uma PEC que eleve a renúncia fiscal para conter o avanço de preços. 

Contudo, alguns analistas já a chamam de “PEC Kamikaze” porque a União abriria mão de recursos essenciais para a manutenção das contas públicas. De acordo com cálculos da equipe econômica, o impacto seria na casa dos R$ 100 bilhões. 

Os investidores devem acompanhar os desdobramentos dessa PEC. O ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende uma renúncia fiscal apenas para o óleo diesel.

Nesse caso, a renúncia fiscal é de cerca de R$ 19 bilhões e haveria uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para prever uma compensação do valor que deixará de ser arrecadado.

Na agenda local

Além da publicação do tradicional Boletim Focus do Banco Central todas as segundas-feiras, o investidor deve voltar seus olhos para esta terça-feira (08): é dia de ata da última reunião do Copom.

Os investidores esperam que o BC dê maiores detalhes sobre a alta da Selic nas próximas reuniões do Comitê, além de perspectivas para a inflação e outros indicadores econômicos. 

Por falar em inflação, o IBGE divulga na quarta-feira (09) o IPCA de janeiro, o que deve ajudar a calibrar as expectativas para a próxima reunião do Copom junto com a ata

Por fim, o indicador que fecha a semana na sexta-feira (11) é a prévia do PIB, medida pelo IBC-Br. 

Pano de fundo internacional

A Rússia continua a fazer exercícios militares na fronteira com a Ucrânia, mesmo em meio a anúncios de retaliação de países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). 

A ex-sede da União Soviética já afirmou que não pretende invadir nenhum país. Contudo, o posicionamento de armas e equipamentos de guerra na fronteira tem chamado a atenção dos demais países do mundo. 

Com isso, a principal commodity energética do mundo iniciou o dia com alta volatilidade, tendo em vista que a Rússia é um dos principais produtores de petróleo do planeta.

O barril do Brent, utilizado como referência para a Petrobras (PETR3 e PETR4), caía 0,86%, cotado a US$ 92,45, enquanto o WTI recuava 1,29%, aos US$ 91,12, por volta das 7h30. 

Indicadores lá fora

Na agenda internacional da semana, o destaque vai para o discurso de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira (07).

A expectativa geral é de que a chefe da autoridade monetária comente a inflação crescente e dê maiores detalhes sobre a alta nos juros locais.

Sem maiores indicadores para os demais dias da semana, os olhos do mundo se voltam para o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos. Mesmo que o Federal Reserve, o Banco Central americano, prefira o PCE, novos dados sobre a inflação americana movimentam o mercado e ajustam as perspectivas para a alta de juros por lá também. 

E depois da semana de balanços das big-techs, os resultados das empresas voltam ao radar do investidor. Nos próximos dias, PepsiCo, Coca-Cola, Twitter, Walt Disney entre outros devem publicar seus resultados. 

Bolsas pelo mundo

Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira sem direção única. Na volta do feriado do Ano Novo Lunar, a China retornou com ganhos, enquanto a principal praça do Japão recuou hoje. 

Na Europa, o clima é de cautela antes das falas da presidente do Banco Central Europeu, na tarde de hoje.

Por fim, os futuros de Nova York apontam para uma abertura de queda, com a maior fraqueza do petróleo em meio às tensões entre Rússia e Ucrânia. 

Agenda semanal

Segunda-feira (07)

  • FGV: IGP-DI de janeiro (8h)
  • Banco Central: Boletim Focus semanal (8h25)
  • Anfavea: Produção e venda de veículos em janeiro (10h)
  • Europa: Presidente do BCE, Christine Lagarde, faz discurso (12h)
  • Economia: Balança comercial semanal (15h)
  • Estados Unidos: Fed divulga crédito ao consumidor de dezembro (17h)
  • Estados Unidos: Presidente dos EUA, Joe Biden, recebe chanceler alemão, Olaf Sholz, na Casa Branca (sem horário)

Terça-feira (08)

  • Banco Central: Ata do Copom (8h)
  • Estados Unidos: Balança comercial de dezembro (10h30)
  • Estados Unidos: Perspectiva energética de curto prazo da EIA (14h)

Quarta-feira (09)

  • FGV: IGP-M de janeiro (8h)
  • IBGE: IPCA de janeiro (9h)
  • Estados Unidos: Estoques no atacado de dezembro (12h)

Quinta-feira (10)

  • IBGE: Pesquisa mensal de serviços em dezembro (9h)
  • Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPO de janeiro (10h30)
  • Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (10h30)

Sexta-feira (11)

  • Banco Central: IBC-Br de dezembro (9h)

Balanços da semana

Confira o calendário completo dos balanços clicando aqui. 

Segunda-feira (07)

Antes da abertura:

  • BB seguridade (Brasil)

Terça-feira (08)

Antes da abertura:

  • Pfizer (Brasil)

Após o fechamento:

  • XP (Brasil)
  • América Móvil (México) 
  • BP (Reino Unido)
  • BNP Paribas (França)

Quarta-feira (09)

Após o fechamento:

  • Suzano (Brasil)
  • Walt Disney (Estados Unidos)
  • Crédit Agricole (França)

Quinta-feira (10)

Antes da abertura:

  • Klabin (Brasil)
  • Coca-Cola (Estados Unidos)
  • PepsiCo (Estados Unidos)
  • Twitter (Estados Unidos)

Após o fechamento:

  • Itaú Unibanco (Brasil)
  • Credit Suisse (Suíça)
  • AstraZeneca (Reino Unido)
  • Bombardier (Canadá)

Sexta-feira (11)

Antes da abertura:

  • Usiminas (Brasil)
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