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2022-03-21T08:04:41-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
Segredos da Bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas internacionais iniciam semana sem direção única, de olho na falta de novidades no conflito entre Rússia e Ucrânia; Ibovespa acompanha inflação nos próximos dias

Os investidores aguardam as falas de dirigentes do Federal Reserve ao longo da semana, enquanto o Banco Central brasileiro também é destaque

21 de março de 2022
7:48 - atualizado às 8:04
Bandeira da Rússia e da Ucrânia com títulos de guerra ao fundo
Acompanhe o que movimenta bolsa, dólar e Ibovespa esta semana.Imagem: Shutterstock

A guerra entre Rússia e Ucrânia se arrasta por mais uma semana e, sem previsão de conclusão no curto prazo, deve completar um mês na próxima quinta-feira (24). Mas a notícia de que o presidente ucraniano não cederá territórios para os russos não é o principal motivo que move as bolsas nesta segunda-feira (21). 

O petróleo — este sim — é quem é a bola da vez para impulsionar os índices da Europa. O barril do Brent, utilizado como referência internacional, era negociado em alta nas primeiras horas da manhã de hoje, acima dos US$ 110. 

Por consequência, as ações do setor energético no Velho Continente avançavam pela manhã, com destaque para Shell e British Petroleum (BP), com ganhos de até 2,5%.

Na Ásia, a história é diferente: os investidores locais receberam de maneira mista a notícia de que a China iria manter os juros de referência inalterados pelos próximos meses. Dessa forma, as bolsas fecharam sem direção definida por lá. 

Somado a isso, a notícia de que um boeing caiu na China foi publicada após o fechamento dos negócios por lá — mas as ações da empresa aérea permanecem pressionadas

Por fim, os futuros de Nova York apontam para uma abertura no vermelho, antes das importantes falas de dirigentes do Federal Reserve, o Banco Central americano, pela frente.

Na última sexta-feira (18), o principal índice da bolsa brasileira se consolidou no patamar dos 115 mil pontos, em uma alta de 1,98%. O dólar à vista, por sua vez, fechou o dia em queda de 0,37%, a R$ 5,0158.

Prepare-se para o dia aqui:

Rússia e Ucrânia: um peso no leste europeu

O conflito entre os dois países caminha para sua terceira semana, sem maiores perspectivas de um acordo concreto entre Rússia e Ucrânia pela paz. 

Durante o final de semana, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que pretende conversar com seu equivalente russo, Vladimir Putin, mas que as ações do chefe da Rússia “podem levar a uma terceira guerra mundial”, nas palavras dele.

As forças armadas do gigante do leste europeu ampliaram os ataques no leste da Ucrânia, principalmente na cidade de Mariupol e o prefeito de Kiev, capital do país, afirmou ter ouvido bombardeios durante a madrugada.

Bolsas de olho: além do conflito

Os investidores ainda acompanham as falas de autoridades monetárias da Europa e dos Estados Unidos ao longo desta semana. 

Diversos representantes do Fed têm discursos marcados ao longo da semana, enquanto os investidores aguardam maiores definições sobre a política de juros do Banco Central americano.

Uma casa difícil de arrumar

De volta ao cenário doméstico, os investidores devem acompanhar a divulgação de dados de inflação nesta sexta-feira (25). Um dia antes, na quinta-feira (24), o Banco Central publica o relatório trimestral da inflação (RTI), que deve trazer a visão do BC sobre a alta nos preços. 

A autoridade monetária deve destacar o aumento do risco político em meio às eleições, em especial das medidas de caráter populista e contrárias à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Além disso, a ascensão meteórica do preço dos combustíveis também deve ser destaque na publicação do BC.

Por falar no Banco Central, nesta terça-feira (22) será divulgada a ata da última reunião do Copom. A publicação deve trazer uma visão mais bem definida da autoridade monetária sobre a política de juros — o que ajudará investidores e analistas a recalibrar as perspectivas para a Selic.

Agenda do dia

Segunda-feira (21)

  • Banco Central Europeu: Discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde (4h30)
  • Banco Central: Boletim Focus semanal (8h25)
  • Estados Unidos: Presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, participa de evento (13h)

Terça-feira (22)

  • Banco Central: Ata da última reunião do Copom (8h)
  • Banco Central Europeu: Discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde (10h15)
  • Banco Central Europeu: Discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde (4h30)
  • Estados Unidos: Estoques de petróleo, gasolina e destilados (17h30)

Quarta-feira (23)

  • FGV: IPC-S semanal (8h)
  • Estados Unidos: Estoques de petróleo, gasolina, destilados e taxa de utilização das refinarias (11h30)
  • Banco Central: Fluxo cambial (14h30)

Quinta-feira (24)

  • Banco Central: Relatório trimestral de inflação (8h)
  • Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (9h30)
  • Estados Unidos: PMI composto, industrial e de serviços preliminar de março (10h45)

Sexta-feira (25)

  • FGV: IPC-semanal (5h)
  • IBGE: IPCA-15 de março (9h)

Balanços da semana

Você pode conferir o calendário completo aqui.

Segunda-feira (21)

  • JBS (após o fechamento)

Terça-feira (22)

  • Copel (após o fechamento)
  • Positivo Tecnologia (após o fechamento)
  • Vibra Energia (ex-BR Distribuidora) (após o fechamento)

Quarta-feira (23)

  • Hapvida (após o fechamento)
  • Locaweb (após o fechamento)

Quinta-feira (24)

  • Sabesp (após o fechamento)
  • Enjoei (após o fechamento)

Sexta-feira (25)

  • Bradespar (após o fechamento)
  • Ânima Educação (após o fechamento)
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