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2022-01-17T08:16:27-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
Segredos da Bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas abrem em tom positivo após PIB da China, de olho nos balanços da semana e avanço da pandemia

A prévia do PIB brasileiro movimenta a segunda-feira, em meio à liquidez reduzida em virtude do feriado nos Estados Unidos

17 de janeiro de 2022
7:57 - atualizado às 8:16
PIB Grande Gráficos
Confira o que movimenta os mercados nesta semana. Imagem: Shutterstock

O primeiro pregão da semana começa com uma boa notícia. A recuperação econômica da China aparenta ter ganhado tração, após o PIB do país vir em linha com as projeções mais otimistas dos analistas, o que impulsiona as bolsas pelo mundo na manhã desta segunda-feira (17)

Hoje é feriado em comemoração ao dia de Martin Luther King, o que mantém os mercados fechados por lá e reduz a liquidez internacional das bolsas. 

O exterior permanece atento ao avanço da pandemia e da variante ômicron, enquanto a vacinação também cresce pelo mundo. 

No panorama doméstico, os debates envolvendo o reajuste dos servidores públicos permanecem no radar. Enquanto o presidente da República, Jair Bolsonaro, pretendia um aumento de salário apenas dos policiais federais, os demais setores do funcionalismo iniciaram um movimento de entrega de cargos e paralisações. 

Em especial os servidores do Banco Central e Receita Federal são um problema que pode interferir na liberação de produtos em portos e aeroportos. 

Mesmo com ameaças de greve, o Ibovespa fechou a semana passada com uma alta de 4,10%. Na sexta-feira (14), o principal índice da B3 encerrou o pregão com um avanço de 1,33%, aos 106.927 pontos. 

Já o dólar à vista, que passou quase todo o pregão em leve alta, perdeu força no fim do dia e terminou em queda de 0,29%, a R$ 5,5132, acumulando baixa de 2,10% na semana.

Confira o que deve movimentar os mercados esta semana:

Greve à vista

Os servidores públicos da Receita Federal permanecem em choque com o governo e uma greve da categoria está marcada para esta terça-feira (18)

Os funcionários do fisco pedem reajuste de 19,9% para repor a inflação dos últimos anos de governo. Contudo, de acordo com cálculos do diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), cada 1% de reajuste linear para servidores impacta os cofres públicos em R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões

Histórico

Tudo começou quando o presidente da República, Jair Bolsonaro, buscou beneficiar os policiais federais, sua base de apoio eleitoral, antes do pleito de 2022. Isso gerou uma reação dos demais setores do funcionalismo, incluindo servidores do Banco Central

Ainda existe a chance de judicialização do processo, o que pode atrasar os planos de Bolsonaro, que tem até março para realizar o reajuste antes de começarem a valer as leis eleitorais. 

Na agenda local

A semana começa com os dados da “prévia do PIB” do Banco Central. O IBC-Br será divulgado às 9h de hoje, com o intervalo das estimativas indo de um avanço na casa dos 0,3% até alta de 1,0%, com mediana em 0,7%, de acordo com o Broadcast. 

Existe grande expectativa de que o IBC-Br surpreenda, tendo em vista o crescimento do setor de serviços e dados do varejo, divulgados na última semana. 

Sem maiores indicadores para os próximos dias, o IGP-M deve tomar a cena da quarta-feira (19)

Segunda de feriado…

O exterior inicia a semana com a liquidez reduzida. Hoje é feriado em comemoração ao dia de Martin Luther King nos Estados Unidos, o que mantém os mercados fechados por lá. 

Contudo, os investidores voltam seus olhos para o início da reunião do Fórum Econômico Mundial.

… Mas vai dar trabalho

A primeira reunião da semana será do Presidente da China, Xi Jinping com o conselheiro médico chefe da presidência dos EUA, Anthony Fauci e Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, além do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Confira a agenda de participações:

  • Terça-feira: Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS),Tedros Adhanom Ghebreyesus e o primeiro-ministro do Japão, Kishida Fumio;
  • Quarta-feira: Chanceler da Alemanha, Olaf Scholz; Diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol; Enviado Presidencial Especial para o Clima dos Estados Unidos, John F. Kerry;
  • Quinta-feira: Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; Diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala; Representante de Comércio dos Estados Unidos, Katherine Tai;
  • Sexta-feira: Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva; Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde; Secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen.

Por fim, os dados inflacionários da Europa ao longo da semana devem dar o tom das bolsas nos próximos dias. 

Do fim de semana

O primeiro grande indicador da semana foi divulgado durante a noite de domingo (16) no Brasil. O PIB da China cresceu 8,1% em 2021, em linha com as previsões mais otimistas do The Wall Street Journal

Isso mostra uma recuperação das atividades chinesas, que cresceram apenas 2,2% em 2020, segundo o departamento de estatísticas do país (NBS, em inglês).

Mas não apenas isso. O Banco do Povo da China (PBoC, em inglês), o Banco Central do Gigante Asiático, ainda cortou a taxa de juros de médio prazo e injetou mais dinheiro na economia após dados crescentes de covid-19 indicarem o avanço da pandemia nos países.

Bolsas pelo mundo

Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira sem uma única direção, após o PIB da China crescer acima do esperado, mas com a notícia de corte nos juros por parte do PBoC desanimou os negócios por lá. 

Já na Europa, o feriado nos Estados Unidos, que mantém as bolsas por lá fechadas hoje e reduz a liquidez dos mercados globais, ajuda na alta das principais bolsas por lá nesta manhã. O PIB chinês também animou os índices do Velho Continente.

Agenda da semana

Segunda-feira (17)

  • China: PIB de dezembro (domingo, 21h)
  • Banco Central: Boletim Focus semanal (8h25)
  • FGV: IGP-10 (8h)
  • Banco Central: IBC-Br de novembro (9h)
  • Feriado do dia de Martin Luther King nos EUA mantém mercados fechados 
  • Início dos trabalhos do Fórum Econômico Mundial

Terça-feira (18)

  • Estados Unidos: Índice de atividade industrial Empire State de janeiro (10h30)

Quarta-feira (19)

  • Brasil: Segunda prévia do IGP-M de janeiro(4h)
  • Banco Central: Fluxo cambial semanal (14h30)

Quinta-feira (20)

  • Zona do Euro: Inflação (7h)
  • Alemanha: BCE divulga a ata da última decisão de política monetária (9h30)
  • Estados Unidos: Pedidos de auxílio desemprego (10h30)

Sexta-feira (21)

  • Último dia da reunião do Fórum Econômico Mundial. 

Balanços da semana

Terça-feira (18)

  • Estados Unidos: Balanço do Bank of America (antes da abertura)
  • Estados Unidos: Balanço do Goldman Sachs (antes da abertura)

Quarta-feira (19)

  • Estados Unidos: Balanço do Morgan Stanley (antes da abertura)
  • Estados Unidos: Balanço da United Airlines (após o fechamento)
  • Estados Unidos: Balanço da Procter & Gamble (sem horário)

Quinta-feira (20)

  • Estados Unidos: Balanço da Netflix (após o fechamento)
  • Estados Unidos: Balanço da American Airlines (sem horário)
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