O melhor time de jornalistas e analistas do Telegram! Inscreva-se agora e libere a sua vaga

2022-02-07T00:26:02-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
MERCADOS HOJE

Ibovespa fecha semana no azul, mas Brasília volta a trazer ruídos prejudiciais para o cenário fiscal; dólar recua no período

No exterior, a divulgação dos dados do relatório de emprego nos Estados Unidos aumentou a aposta em uma atitude mais agressiva do Fed já na próxima reunião

4 de fevereiro de 2022
19:22 - atualizado às 0:26
Ruído vermelho: gráfico pesa do lado negativo
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Depois de alguns dias de trégua, o temor de que o Federal Reserve se veja obrigado a acelerar o seu aperto monetário tomou conta do mercado global durante a maior parte do dia, mas os investidores conseguiram escapar dessa onda de aversão ao risco para garantir um “sextou” com mais alegria. 

Enquanto os analistas projetavam um forte impacto na geração de vagas de trabalho em janeiro, o relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou que o país conseguiu abrir quase 500 mil pontos de trabalho no último mês. Armados dessas informações, os investidores recalibram suas apostas para o tamanho do aperto monetário que pode começar já no próximo mês no país, aumentando as chances de uma elevação entre 0,25 e 0,50 ponto percentual

Se no pregão anterior Wall Street sofreu com o balanço negativo da Meta, hoje foi a vez de a Amazon dar um gás extra e levar o Nasdaq a fechar em alta de 1,58% e o S&P 500 a avançar 0,52%, com apenas o Dow Jones fechando em leve queda de 0,06%. 

No Brasil, o avanço do preço do barril de petróleo para próximo de US$ 100 impulsionou o setor de commodities, mas o Congresso está de volta ao trabalho, e o cenário político minou o Ibovespa de uma recuperação mais expressiva.

O principal índice da B3 encerrou a sexta-feira com um avanço de 0,49%, aos 112.244 pontos. O dólar à vista subiu 0,50%, a R$ 5,3220, de olho em Brasília. Na semana, o recuo foi de 1,26%, favorecido pelo fluxo de entrada de recursos estrangeiros no país. 

Já na primeira semana de retorno dos parlamentares ao Congresso, o risco fiscal volta a assombrar os investidores e também o Ministério da Economia. Um dos projetos apresentados no Senado para tentar segurar a elevação dos dos preços dos combustíveis foi apelidado de "Kamikaze" pela equipe econômica. As desonerações de impostos previstas, sem nenhuma contrapartida, poderiam custar cerca de R$ 100 bilhões. 

Ainda que a bolsa tenha conseguido escapar da pressão, o dólar à vista e o mercado de juros refletiram a preocupação dos investidores. Após a forte queda dos DIs ontem, em reação à decisão do Banco Central brasileiro de reduzir o ritmo de ajuste da taxa Selic, as principais taxas operaram em forte alta. 

Para Ariane Benedito, economista da CM Capital, a semana que vem deve trazer de volta o foco para a agenda doméstica, com a divulgação de importantes indicadores econômicos e a ata da última reunião do Copom. 

CÓDIGONOME ÚLTIMO FECHAMENTO 
DI1F23DI jan/2311,99%11,90%
DI1F25DI Jan/2511,09%10,86%
DI1F26DI Jan/2611,09%10,84%
DI1F27DI Jan/2711,22%10,95%

Petróleo em alta

Uma série de fatores geopolíticos e ambientais levaram o barril de petróleo a bater a sua máxima em sete anos nesta sexta-feira e se aproximar da marca de US$ 100. 

O mercado está preocupado com possíveis interrupções na oferta. As tensões entre Rússia e Ucrânia se arrastaram pelas últimas semanas, e uma tempestade de inverno nos Estados Unidos teve impacto no consumo de energia de duas regiões importantes nos últimos dias. 

O avanço da commodity impulsionou as empresas petroleiras, que dominaram as maiores altas do dia. Só a PetroRio (PRIO3) subiu quase 7%. 

Sobe e desce do Ibovespa

As ações da petroquímica Braskem dominaram as altas da semana após a Petrobras (PETR4) e a Novonor (ex-Odebrecht) adiarem a realização de uma oferta secundária para vender sua fatia de participação na companhia. Confira os principais destaques positivos da semana:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5Braskem PNAR$ 54,098,18%
BRAP4Bradespar PNR$ 28,756,01%
LWSA3Locaweb ONR$ 9,735,99%
EQTL3Equatorial ONR$ 23,965,78%
ENEV3Eneva ONR$ 13,335,21%

Já a BRF derrapou após a oferta de ações realizada pela empresa ficar abaixo do esperado pelo mercado, com um desconto de mais de 7% nas ações. Confira também as maiores quedas do período:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
BRFS3BRF ONR$ 18,75-17,94%
EZTC3EZTEC ONR$ 19,14-10,81%
ALPA4Alpargatas PNR$ 25,83-10,16%
MRFG3Marfrig ONR$ 20,32-9,97%
DXCO3Dexco ONR$ 13,77-9,53%
Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

NOITE CRIPTO

Não durou muito: bitcoin (BTC) opera em queda e volta a ficar abaixo do nível de US$ 30 mil; veja a performance das outras criptomoedas

O peso da perda de confiança do mercado é um dos pontos que mais afastam o investidor do mercado de criptomoedas atualmente

DISTRIBUINDO MAIS DO QUE COMBUSTÍVEIS

Dividendos e JPC: Vibra Energia (VBBR3) anuncia o pagamento de R$ 131 milhões em proventos; confira prazos

Ao todo, a distribuidora de combustíveis já pagou R$ 663 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio no exercício de 2021

CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CSNA3) vão recomprar até 164 milhões de ações; veja o que muda para os acionistas

As duas companhias aproveitam o momento descontado na B3 para encerrar os programas atuais e iniciar novas operações com duração de um ano

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Inflação derruba bolsas, Hapvida vai às compras e a varejista que ameaça o Magalu; confira os destaques do dia

Depois de um dia de animação, preocupações com o movimento dos preços e a atividade econômica pelo mundo estragaram o humor dos investidores

FECHAMENTO DO DIA

Inflação americana come margem de grandes empresas e derruba bolsas globais; Ibovespa cai mais de 2% e dólar cola em R$ 5

Com inflação pressionando e China voltando a fechar cidades, o Ibovespa caiu menos que as bolsas em Wall Street, mas ainda assim amargou fortes perdas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies