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Caio Mário Paes de Andrade é o quinto gestor da estatal no governo de Jair Bolsonaro, mas seu nome ainda não recebeu aprovação final
Era o primeiro teste de fogo e Caio Mário Paes de Andrade conseguiu passar — embora por maioria e não unanimidade. O indicado do governo de Jair Bolsonaro para comandar a Petrobras (PETR4) foi aprovado nesta sexta-feira (24) pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg) da empresa.
Na terça-feira (21), o comitê confirmou que recebeu os relatórios necessários para analisar o nome do substituto de José Mauro Ferreira Coelho, que renunciou ao comando da estatal na segunda-feira (20).
A partir dali, o Celeg tinha um prazo de até sete dias para votar a recomendação ou não do nome de Paes de Andrade.
O Comitê de Elegibilidade é composto pelos membros do Conselho de Administração e Comitê de Pessoas (Cope), Francisco Petros e Luiz Henrique Caroli, e pelos membros externos do Cope Ana Silvia Matte e Tales Bronzato.
Além disso, o conselheiro de administração Marcelo Mesquita, eleito pelos acionistas minoritários detentores de ações preferenciais, foi convidado para participar da análise da indicação.
A resposta é não — pelo menos por enquanto. Por ser um comitê consultivo, mesmo aprovada, a indicação de Paes de Andrade precisa seguir para a avaliação do conselho de administração da Petrobras (PETR4).
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De acordo com a estatal, Paes de Andrade foi indicado aos cargos de conselheiro de administração e presidente da Petrobras. O Conselho de Administração da empresa deve se reunir na segunda-feira (27) para decidir sobre a indicação.
Não bastasse todo embate entre o governo a Petrobras (PETR4) em torno do aumento de preço dos combustíveis, a indicação de Paes de Andrade ainda deve enfrentar outros obstáculos.
De acordo com fontes ouvidas pela Broadcast, o currículo de Paes de Andrade não atende os requisitos do cargo e uma solução está sendo costurada para que o atual secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, possa assumir o cargo.
Segundo a agência de notícias, além de não ter nenhuma relação com o setor que vai comandar, a formação do executivo também não atendeu às exigências da estatal, já que Paes de Andrade não teria concluído uma pós-graduação que consta na documentação.
Segundo uma fonte, até uma Medida Provisória está sendo ventilada, como saída para viabilizar a entrada do atual secretário do Ministério da Economia na empresa, estratégia que, se efetivada, seria inédita na estatal.
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