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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Ajustando o portfólio

Girando a carteira: Itaúsa (ITSA4) vende R$ 665 milhões em ações da XP para financiar compra de fatia da CCR (CCRO3)

A Itaúsa (ITSA4) vendeu 7 milhões de ações da XP; operação vai ajudar a financiar a compra da fatia na CCR (CCRO3)

Victor Aguiar
Victor Aguiar
6 de julho de 2022
10:23 - atualizado às 12:00
Itaúsa (ITSA4), holding dos controladores do Itaú
Itaúsa (ITSA4) holding dos controladores do Itaú - Imagem: Shutterstock

Quem está acostumado com a calmaria da Itaúsa (ITSA4) deve estar estranhando: a holding de investimentos resolveu mexer na carteira nas últimas 24 horas. Após fechar a compra da fatia da Andrade Gutierrez na CCR (CCRO3), a empresa voltou a colocar as mangas de fora — e, dessa vez, a movimentação diz respeito à participação detida na XP.

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A Itaúsa anunciou há pouco a venda de 7 milhões de ações classe A da XP, por cerca de R$ 665 milhões. Com isso, a holding continua detendo pouco mais de 57,4 milhões de papéis ON da corretora — uma fatia que corresponde a 10,31% do capital social total e a 3,68% do capital votante.

O movimento não chega a surpreender — a Itaúsa sempre foi clara ao afirmar que esse investimento não era estratégico. E, de certa maneira, mostra que a empresa não dá ponto sem nó: os recursos levantados ajudarão a pagar a compra da participação na CCR.

Também vale ressaltar que, por mais que a Itaúsa não veja a XP como um ativo estratégico do portfólio, ela também não larga o osso: mesmo com a venda das 7 milhões de ações, a holding diz que seus direitos para indicar membros ao conselho de administração e ao comitê de auditoria da corretora seguem inalterados.

"A alienação impactará positivamente os resultados da Itaúsa do terceiro trimestre de 2022 em aproximadamente R$ 300 milhões, líquidos de impostos", diz a empresa. Veja abaixo como ficou o portfólio de investimentos da Itaúsa após as recentes movimentações:

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Empresas da carteiraParticipação da Itaúsa
Itaú37,20%
XP10,31%
Alpargatas29,60%
Dexco37,90%
Aegea12,90%
NTS8,50%
Copa Energia48,90%
CCR10,33%
Com base nos dados fornecidos no fechamento do primeiro trimestre — CCR e XP já refletem as movimentações recentes. Fonte: Itaúsa

Veja também: Petrobras (PETR4) está barata? Bons resultados devem continuar? E os dividendos?

Itaúsa (ITSA4): entrada na CCR (CCRO3)

A Itaúsa uniu-se ao Grupo Votorantim para comprar a fatia de 14,86% detida pela Andrade Gutierrez na CCR (CCRO3) — a transação foi fechada por R$ 4,1 bilhões e envolveu pouco mais de 300 milhões de ações da companhia de concessões em infraestrutura.

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A Andrade Gutierrez, altamente endividada desde o envolvimento nas investigações da Operação Lava-Jato, foi pressionada por seus credores a vender sua participação; Mover (a antiga Camargo Corrêa) e Soares Penido são os outros acionistas de referência da CCR e formam o bloco de controle da companhia.

A Itaúsa desembolsou R$ 2,9 bilhões e ficará com 208,7 milhões de papéis CCRO3, ou 10,33% do capital social da empresa — ela também terá direito a um assento no conselho de administração da empresa. Já a Votorantim ficará com o restante, ou cerca de 91,5 milhões de ações.

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