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A empresa viu o lucro cair 12,5% no segundo trimestre, e as ações operam em baixa nesta quarta-feira (17), embora, no mês, o ganho acumulado seja de 12%
A Itaúsa (ITSA4), famosa pelo pagamento de dividendos, andou derrapando no segundo trimestre. Embora tenha alcançado um lucro bilionário entre abril e junho, os ganhos da holding do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 12,5% em base anual. Ainda assim, o UBS BB vê a empresa como uma boa opção para se ter em carteira.
A Itaúsa lucrou R$ 3 bilhões no segundo trimestre, o que representa uma queda de 12,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) recuou 5 pontos percentuais na mesma base de comparação, para 18,5%.
Vale lembrar que, como é uma holding, a principal atividade (e fonte de receita) da Itaúsa é deter participações acionárias em outras companhias. E a mais importante a compor o portfólio é o Itaú.
O UBS BB avaliou como construtivo o desempenho geral do segundo trimestre em relação ao resultado operacional das empresas nas quais a Itaúsa tem participação.
Segundo o UBS BB, o desconto da ação da Itaúsa (ITSA4) segue excessivo.
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Os analistas da instituição citam a possibilidade de desconto de 15% para o papel, considerando o valor patrimonial líquido, enquanto hoje o patamar é de 26,3%.
Após o balanço da Itaúsa, o UBS BB manteve a recomendação de compra para as ações ITSA4, com preço-alvo de R$ 12 — o que representa um potencial de valorização de 26,45% em relação ao fechamento de terça-feira (16).
Por volta de 13h20, os papéis da Itaúsa caíam 0,45%, cotados a R$ 9,45, mas se recuperaram ao longo da tarde e fecharam em alta de 0,11%, a R$ 9,50. As ações ITSA4 acumulam alta de 13% no mês.
A recomendação de compra da Itaúsa (ITSA4) e a avaliação do UBS BB são feitas com base na soma dos investimentos da holding.
Segundo o banco, Dexco (DXCO3) e Alpargatas (ALPA4), empresas nas quais a Itaúsa tem uma fatia, estão no caminho certo em meio a um cenário macroeconômico mais fraco.
No caso da Dexco, o UBS BB diz que a geração de caixa veio dentro do esperado graças ao melhor mix com vendas de produtos de alto rendimento, que compensaram a desaceleração de produtos mais baratos.
Já na Alpargatas, o banco diz que o aumento dos custos de produção pressionou as margens — mas ressaltou que o desempenho operacional contínuo está dentro do esperado, impulsionado pelo forte reconhecimento da marca.
Além de Itaú Unibanco, Dexco e Alpargatas, a XP (XPBR31) também é uma das empresas nas quais a Itaúsa (ITSA4) tem ações. A empresa detém 10,3% do capital da corretora.
O UBS BB vê os possíveis desinvestimentos na XP como um caminho para amortização da dívida — já que a holding está focada no processo de desalavancagem.
O banco lembra ainda que, recentemente, a Itaúsa vendeu cerca de sete milhões de ações da XP para financiar a nova participação na CCR.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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