🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

BODE EXPIATÓRIO?

Liz Truss abre mão de parte de cortes de impostos e troca ministro das Finanças; a bolsa de Londres e a libra agradecem

Ex-chanceler Jeremy Hunt sucederá Kwasi Kwarteng enquanto Liz Truss entrega os anéis para não perder os dedos — mudanças acontecem no prazo final que o BC deu aos fundos para reorganizarem a casa

Ricardo Gozzi
14 de outubro de 2022
12:15 - atualizado às 12:17
Liz Truss
Liz Truss recua de plano de corte de impostos. - Imagem: Tim Hammond/No 10 Downing Street

Faz pouco mais de um mês que Liz Truss assumiu o governo do Reino Unido. De marasmo, entretanto, ela não pode reclamar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Truss foi empossada pela rainha Elizabeth II em 6 de setembro. Nos 39 dias que se seguiram, ela viveu o luto nacional pela morte da monarca mais longeva de seu tempo, apresentou um plano fiscal que desagradou ao mesmo tempo a sociedade e os mercados financeiros e viu a libra visitar os menores níveis da história ante o dólar. Hoje, ela recebeu a carta de demissão de Kwasi Kwarteng, seu ministro das Finanças.

A saída de Kwarteng diz muito sobre a turbulência vivida pelo Reino Unido, seja no campo político ou no econômico.

O agora ex-ministro britânico estava em Washington para um evento anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na noite de ontem, Kwarteng interrompeu prematuramente a viagem aos Estados Unidos para voltar a Londres. O motivo? Uma reunião emergencial de gabinete.

Por livre e espontânea pressão, o ministro entregou o cargo. Em sua carta de demissão, Kwarteng aceita polidamente o sacrifício e se compromete a seguir colaborando com a primeira-ministra e seu sucessor, mas agora de sua cadeira no Parlamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sucessor de Kwasi Kwarteng como ministro das Finanças será Jeremy Hunt, que serviu como secretário de Relações Exteriores durante o governo de Theresa May.

Leia Também

Também caiu o secretário do Tesouro do Reino Unido. Chris Philp dará lugar a Edward Argar.

Jeremy Hunt, o arrumador

Hunt tem toda a pinta de ser o adulto chamado para arrumar a bagunça deixada pelas crianças no microcosmo do Partido Conservador do Reino Unido.

Como chanceler de Theresa May, precisou lidar diretamente com o Brexit, o conturbado processo de divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora terá a missão de reorganizar a casa da primeira-ministra Liz Truss na esteira de um plano fiscal natimorto.

Ela vinha insistindo na implementação do plano mesmo depois das primeiras reações negativas observadas no mercado financeiro.

Liz Truss entrega os anéis para não perder os dedos

Admiradora declarada de Margaret Thatcher e defensora de um liberalismo radical, Truss propôs um corte de impostos da ordem de 45 bilhões de libras (R$ 261,5 bilhões, no câmbio atual) até 2026.

De olho em uma meta de crescimento do PIB de 2,5% ao ano, ela se esqueceu de responder a uma pergunta nada banal: quem iria pagar a conta?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, para colocar o plano em pé, o governo britânico teria que tomar mais empréstimos, aumentando o endividamento do país. Segundo números de agosto, a relação dívida/PIB do Reino Unido gira em 83,8%.

Nos dias seguintes ao anúncio do plano original, a moeda britânica chegou a renovar as mínimas históricas em relação ao dólar, enquanto os juros projetados pelos títulos do governo ficaram acima dos da Itália e da Grécia — que estão entre os mais elevados da Europa —, forçando uma intervenção do banco central britânico no mercado da dívida.

Diante do caos instalado, Liz Truss deu o primeiro passo atrás na semana passada. Kwarteng reverteu um plano para eliminar a alíquota máxima de 45% do imposto de renda pago sobre ganhos acima de 150.000 libras (R$ 901,8 mil) por ano.

Não foi suficiente. Kwarteng pagou com o cargo. Hoje, Truss recuou da promessa de cortar de 25% para 19% o imposto sobre lucros corporativos. Não sem acusar seus críticos de fazerem parte de uma “coalizão contra o crescimento” econômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E enquanto a primeira-ministra entrega os anéis para não perder os dedos, a bolsa de Londres opera em alta de mais de 1%, a libra chegou a recuperar parte do terreno perdido, mas voltou a cair, e os yields dos Gilts, os títulos da dívida de longo prazo do Reino Unido, recuam.

A contagem final de BC

Toda a reviravolta no governo de Truss acontece no último dia de vigência do programa emergencial de compra de títulos do Banco da Inglaterra (BoE).

No dia 28 de setembro, o banco central britânico foi forçado a socorrer os mercados de títulos de longo prazo com uma intervenção de duas semanas.

O pacote bilionário de corte de impostos de Truss assustou os investidores, provocando uma onda de desvalorização da libra e a disparada dos juros dos Gilts.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema é que muitos fundos de investimento impulsionado por passivos (LDI) — mantidos por planos de pensão — corriam o risco de entrar em colapso com o caos que se instalou no mercado de títulos do Reino Unido e, por isso, o BoE, preciso agir.

No entanto, hoje é o último dia que o Banco da Inglaterra vai intervir comprando esses papéis. Nesta semana, o presidente do Banco do Inglaterra, Andrew Bailey, alertou que os fundos de pensão deveriam colocar a casa em ordem até essa sexta-feira (14), antes do fim do programa — descartando, na ocasião, qualquer chance de extensão da ferramenta emergencial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
A TESE DAS DUAS LÂMINAS

A tesoura invisível da IA: como a tecnologia já está acabando com empregos e mudando o jeito de investir

5 de março de 2026 - 17:06

A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa

GEOPOLÍTICA NO RADAR

Petróleo em alta: o que o conflito no Oriente Médio significa para os dividendos da Petrobras (PETR4), segundo o Itaú BBA

4 de março de 2026 - 19:30

Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos

CIRCUIT BREAK

Nem o K-pop salva: bolsa da Coreia do Sul cai 12% e vive pior dia da história. Por que o “show” parou em Seul e o que isso significa agora

4 de março de 2026 - 15:50

O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial

CHOQUE DO BARRIL

O mapa do petróleo na América Latina: quem surfa a alta e quem paga a conta, segundo o Morgan Stanley

4 de março de 2026 - 14:30

O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise

AMÉRICA LATINA

BofA diz qual ação sobreviverá aos quatro cavaleiros do apocalipse da IA — e qual pagará dividendos no setor de software 

3 de março de 2026 - 19:42

Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico

INTERNACIONAL

Entre o caos e o milagre: tragédia resulta em chuva de dinheiro na Bolívia, mas que ninguém poderá usar

3 de março de 2026 - 15:32

Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo

RATINGS EM RISCO

A gravidade agora é severa: as implicações da guerra entre EUA e Irã que vão além do petróleo e da inflação

2 de março de 2026 - 19:51

As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo

OPORTUNIDADE NO EXTERIOR

Adeus, Tesla (TSLA34)! A troca de ações internacionais do BTG para você lucrar em dólar

2 de março de 2026 - 19:00

O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed

SOB ATAQUE

Saudi Aramco: petroleira atacada pelo Irã já foi bombardeada antes, fez o maior IPO da história e segue no topo do mercado global de petróleo

2 de março de 2026 - 14:15

Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário

POLÍTICA MONETÁRIA EM FOCO

A Selic não vai mais cair? O que pode acontecer com os juros no Brasil e no mundo com o Oriente Médio em chamas

2 de março de 2026 - 14:04

A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta

VISÃO DO GESTOR

O sazón latino e o tempero do medo: o gringo ama o Brasil, mas o investidor brasileiro não deve largar de vez o dólar e os EUA

2 de março de 2026 - 12:00

O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos

CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Ataques em Dubai atingem hotéis de luxo e deixam turistas sem saída; governo pede cooperação de operadores

2 de março de 2026 - 11:21

Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos

VISÃO DE FORA

Gestor de US$ 200 bilhões diz o que pode fazer o gringo fugir da bolsa brasileira: balanços do 1T26 e eleições — mas não da forma que você pensa

2 de março de 2026 - 6:30

Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre

CONFLITO NO IRÃ

Em meio à tensão no Oriente Médio, Opep+ mantém cautela ao elevar produção de petróleo

1 de março de 2026 - 10:45

Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia

MERCADO EM ALERTA

Conflito entre EUA e Irã coloca petróleo sob pressão e BTG vê espaço para alta adicional no Brent

1 de março de 2026 - 10:20

Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor

CRISE

Irã nomeia liderança provisória após morte de Khamenei em ataque atribuído a EUA e Israel

1 de março de 2026 - 9:41

Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo

O TODO PODEROSO

Ali Khamenei: quem foi o líder supremo do Irã e alvo dos ataques dos EUA e de Israel

28 de fevereiro de 2026 - 21:47

O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos

CAMINHO DO MEIO

De um lado, a maior economia do mundo. Do outro, um parceiro do Brics. Qual será a posição do Brasil na guerra?

28 de fevereiro de 2026 - 21:29

Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País

O MUNDO ESTÁ DE OLHO

A reação do Brasil e do mundo aos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã

28 de fevereiro de 2026 - 21:10

China, Rússia, países na Europa e no Oriente Médio se manifestam após o que vem sendo considerado um dos maiores ataques dos EUA à região na história recente; confira o que as autoridades disseram

BARRIL DE PÓLVORA

Alerta global: guerra entre EUA e Irã acende o pavio do petróleo e da inflação no mundo. Por que o seu bolso e a Selic estão na linha de fogo?

28 de fevereiro de 2026 - 20:14

O investidor está de frente com um mundo mais perigoso; entenda quem ganha e quem perde e o que pode acontecer a partir de agora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar