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O impacto da guerra da Ucrânia sobre a economia da Alemanha tem se aprofundado, com o corte do gás pela Rússia e a disparada da inflação
O avanço da inflação e as consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia já começam a cobrar um preço alto na maior economia da zona do Euro. O governo da Alemanha cortou nesta quarta-feira (12) projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O Ministério da Economia espera agora avanço de 1,4% neste ano e contração de 0,4% em 2023. Para efeito de comparação, no fim de abril a expectativa era de um crescimento de 2,2% da economia em 2022 e de 2,5% no próximo ano.
O impacto da guerra na Ucrânia sobre a economia alemã tem se aprofundado. Entre as consequência estão a alta dos preços de energia e da inflação anual, que atingiu o patamar de 10% em setembro.
A crise energética se agravou depois de o governo de Vladimir Putin reduzir entregas de gás pelo gasoduto Nord Stream 1. Em agosto, a Rússia cortou totalmente esses envios.
Os estoques alemães estão quase 95% cheios, mas autoridades preveem que esforços para economizar gás serão necessários. A principal razão para o corte nas previsões econômicas foi o corte do gás enviado pela Rússia e a resultante alta nos preços de energia, de acordo com o Ministério da Economia.
O governo alemão projeta, porém, que o país volte a crescer em 2024, com alta de 2,3% no PIB.
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Em meio à ameaça de recessão e o agravamento da guerra, as principais bolsas europeias, incluindo a da Alemanha, fecharam novamente em queda. O índice Stoxx 600, principal referência dos mercados da região, recuou 0,53%.
Como se não bastasse, os investidores agora acompanham a "contagem regressiva" do Banco Central da Inglaterra (BoE) para o fim do programa de apoio emergencial para o mercado de títulos.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Associated Press
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