Como o vazamento do GTA 6 afetou as ações da produtora de um dos jogos mais aguardados do mercado
Hacker que vazou clipes do conteúdo do próximo lançamento de GTA, ainda em produção, pode ser o mesmo da Uber
O lançamento do Grand Theft Auto VI, sequência de uma das franquias de videogames de maior sucesso de todos os tempos, deve acontecer apenas daqui a dois anos. Então imagine a comoção na comunidade gamer quando nada menos que 90 imagens e gravações da nova versão do jogo em desenvolvimento vazaram na rede.
A produtora Rockstar Games confirmou que sofreu um ataque cibernético que vazou, de forma ilegal, clipes do conteúdo do próximo lançamento do Grand Theft Auto — ou GTA VI, como é chamado pelos gamers.
"Recentemente, sofremos uma invasão de rede na qual um terceiro não autorizado acessou e baixou ilegalmente informações confidenciais de nossos sistemas, incluindo imagens do próximo Grand Theft Auto", escreveu a Rockstar, em comunicado divulgado no Twitter.
E não foi apenas entre os aficionados por videogames que a notícia repercutiu. O vazamento atingiu em cheio as ações da Take-Two, empresa-mãe da Rockstar. Nesta terça-feira, os papéis da companhia operam em queda de 1,62% por volta das 13h05 na bolsa norte-americana Nasdaq.
Com a divulgação ilegal das imagens, o game deve perder um pouco do elemento surpresa que costuma impulsionar as vendas desse tipo de jogo. Por isso, a reação do mercado foi negativa, até porque ainda não está claro se também houve vazamento do código-fonte.
O vazamento de GTA 6
Desde o lançamento, em 2013, o Grand Theft Auto V tornou-se o segundo jogo mais vendido de todos os tempos, com mais de 170 milhões de cópias vendidas desde então.
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Ou seja, dá para ter uma noção de como a continuação, GTA 6, é aguardada pelos gamers. Os jogos da série se passam em cidades fictícias dominadas pelo crime e pelas gangues de rua, e o jogador é um criminoso que precisa cumprir missões e é perseguido pela polícia.
O Bank of America projeta que o Grand Theft Auto VI gere reservas de US$ 3,5 bilhões no lançamento e, após a estreia, uma média anual de US$ 2 bilhões.
Em outras palavras, se fosse um filme, GTA 6 disputaria a posição de maior bilheteria de todos os tempos.
“Estamos extremamente desapontados por ter qualquer detalhe do nosso próximo jogo compartilhado com todos vocês dessa maneira. Nosso trabalho no próximo jogo Grand Theft Auto continuará como planejado”, disse a produtora Rockstar, em nota.
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De onde veio o vazamento de GTA 6?
O conteúdo de Grand Theft Auto VI foi publicado em um fórum online de fãs do videogame, chamado de GTAForums, na noite de sábado (17).
Sob o nome de usuário ‘teapotuberhacker’, o hacker publicou um arquivo compactado com gravações do jogo — e anunciou que, em breve, poderia vazar novos conteúdos. Isso incluiria códigos-fonte, ativos e compilações de teste de GTA 5 e GTA 6.
Os 90 clipes e imagens vazados mostram cenas aparentemente inacabadas do jogo e incluem dados como a localização, os personagens principais e outras características centrais do videogame.
Um dos vídeos mostra ainda uma personagem feminina roubando um restaurante e fazendo reféns na cidade fictícia.
Apesar de alguns vídeos terem sido bloqueados no YouTube por violações de direitos autorais, as imagens estão sendo amplamente divulgadas nas redes sociais.
No domingo, o usuário ‘teapotuberhacker’ forneceu informações de contato (incluindo um e-mail e número de telefone) e disse, em nota, que estaria procurando um acordo com os funcionários da Rockstar e de sua controladora, Take-Two.
Outros vazamentos da Rockstar
Vale destacar que esta não é a primeira vez que a Rockstar passa por algum vazamento de jogo, de acordo com informações do site The Verge.
Em 2018, a revista Trusted Reviews publicou detalhes sobre o Red Dead Redemption 2 antes de seu lançamento.
Em resultado, o site foi forçado a doar mais de US$ 1 milhão para caridade e a fazer um pedido público de desculpas.
Hackers da Uber e do GTA 6 são a mesma pessoa?
O mesmo usuário teapotuberhacker que publicou o vazamento das gravações de Grand Theft Auto VI alega também ser responsável pelo ataque hacker à Uber (U1BE34) realizado na última quinta-feira (15).
A empresa de transporte privado informou, em comunicado, que sofreu um ‘incidente de segurança cibernética’.
A Uber acredita que o culpado seja afiliado a um grupo de hackers chamado Lapsus$ , cada vez mais ativo em golpes cibernéticos no último ano e supostamente ligado ao vazamento do GTA 6.
“Esse grupo normalmente usa técnicas semelhantes para atingir empresas de tecnologia e, somente em 2022, violou Microsoft, Cisco, Samsung, Nvidia e Okta, entre outras. Também há relatos no fim de semana de que esse mesmo ator violou a fabricante de videogames Rockstar Games”, disse a Uber, em nota.
Detalhes do hack à Uber
O hacker, que alega ter apenas 18 anos, enviou mensagens aos funcionários da companhia no Slack — um programa de mensagens para uso corporativo — na quinta-feira passada.
A mensagem dizia apenas “Anuncio que sou um hacker e o Uber sofreu uma violação de dados”, segundo informações da Bloomberg e do The New York Times.
O invasor ainda listou diversos bancos de dados internos que afirmou ter acessado, incluindo a Amazon Web Services e o Google Cloud Platform.
No primeiro momento, os funcionários da Uber acreditaram se tratar de uma simples brincadeira — e reagiram à mensagem com emojis e gifs sarcásticos.
Mais tarde naquele dia, a Uber informou que estava em “estreita coordenação com o FBI e o Departamento de Justiça dos EUA sobre o assunto” e afirmou trabalhar com diversas empresas líderes em perícia digital como parte da investigação.
A empresa de transporte privado esclareceu detalhes do ataque cibernético que sofreu na semana passada.
“Um contratante do Uber EXT teve sua conta comprometida por um invasor. É provável que o invasor tenha comprado a senha corporativa da Uber do contratado na dark web, depois que o dispositivo pessoal do contratado foi infectado com malware, expondo essas credenciais. O invasor tentou repetidamente fazer login na conta Uber do contratado. A cada vez, o contratado recebia uma solicitação de aprovação de login de dois fatores, que inicialmente bloqueava o acesso. Eventualmente, no entanto, o contratado aceitou um e o invasor fez o login com sucesso. A partir daí, o invasor acessou várias outras contas de funcionários que, em última análise, deram ao invasor permissões elevadas para várias ferramentas, incluindo G-Suite e Slack.”
A companhia destacou que não encontrou sinais de acesso do invasor a quaisquer contas de usuário ou aos bancos de dados dos clientes.
*Com informações de The Verge, Business Insider e CNBC
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