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Os ativos de cobre e níquel da Vale (VALE3) no Brasil serão transferidos, reacendendo a chama de um possível IPO do braço de metais básicos
De tempos em tempos, a hipótese de uma eventual abertura de capital (IPO) da divisão de metais básicos da Vale (VALE3) ronda o mercado — os defensores da tese argumentam que a operação poderia destravar valor para todos os envolvidos. Pois a própria mineradora acaba de dar munição ao mercado, ao promover uma reorganização que abrange justamente os ativos de cobre e níquel no Brasil.
O conselho de administração da companhia já deu luz verde para o processo. Basicamente, a unidade de cobre será transferida para a Salobo Metais S.A., enquanto o setor de níquel passará para uma nova sociedade, ainda a ser constituída.
Essas movimentações, na prática, não trazem maiores consequências à Vale e aos seus resultados: os ativos de cobre e níquel continuarão sendo consolidados integralmente no balanço da empresa. Trata-se de uma reestruturação administrativa — uma decisão que trará "maior eficiência nos processos e gestão", nas palavras da mineradora.
A possibilidade de separação das operações de metais básicos — seja via IPO ou cisão — é um tema constante nas teleconferências de resultados trimestrais da Vale (VALE3). A ideia é que, ao separar as estruturas, a companhia poderá destravar valor para as atividades de mineração e, ao mesmo tempo, levantar recursos para expandir os ativos de cobre e níquel.
As respostas dadas pela Vale a respeito desse tema costumam ser protocolares: não negam e não confirmam, dizendo apenas que "todas as opções são estudadas". E, sabendo que o assunto costuma despertar discussões acaloradas entre os investidores, a companhia já se posicionou de antemão.
"A Vale esclarece que não há, no atual momento, nenhuma deliberação sobre novas transações envolvendo seu negócio de Metais Básicos e informa que manterá o mercado em geral informado sobre quaisquer atualizações relevantes", diz a companhia, em comunicado protocolado na CVM.
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As ações VALE3 até começaram bem o ano, chegando a ultrapassar os R$ 96,00 em março — a disparada ocorreu em linha com a valorização do minério de ferro e das commodities energéticas, em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.
No entanto, com o desaquecimento do mercado chinês, os papéis perderam força; atualmente, são negociados abaixo dos R$ 70,00, amargando perdas de mais de 5% no ano.

Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?
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