Como a Tupy (TUPY3) aposta na ‘descarbonização’ comprando uma fabricante de motores… a diesel; ação dispara na B3
Em negócio de R$ 865 milhões, Tupy fecha acordo com a Navistar para a compra da MWM do Brasil; transação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas e pelo Cade

A descarbonização é um dos termos da moda no setor corporativo. Diante das ameaças geradas pelas mudanças climáticas ao redor do mundo, a busca por alternativas sustentáveis aos combustíveis fósseis como fonte de energia mobiliza cada vez mais pessoas e empresas. Por que então a Tupy (TUPY3) pretende desembolsar R$ 865 milhões pela MWM, referência na fabricação de motores a óleo diesel?
O anúncio do negócio foi feito pela multinacional brasileira de metalurgia na manhã de hoje. Subsidiária da Navistar, a MWM do Brasil alcançou R$ 2,7 bilhões em receita líquida operacional em 2021. E, segundo a Tupy, a aquisição se insere não apenas em sua estratégia de crescimento, mas também na promoção de soluções viáveis para a descarbonização.
Mas se descarbonização significa a busca primeiramente pela redução e posteriormente pela eliminação das emissões de gás carbônico, como a aquisição de uma empresa especializada na montagem de motores movidos a óleo diesel se insere nessa estratégia?
Tupy vê ‘proposta única de valor’
A MWM do Brasil é considerada referência na fabricação de motores movidos a diesel. Tem entre seus clientes montadores de caminhões, ônibus e máquinas líderes em seus segmentos no Brasil, na Europa e na América do Norte.
Mas o interesse da Tupy na MWM vai além dos motores a diesel.
Segundo a multinacional brasileira com sede em Joinville (SC), a combinação de negócios com a MWM proporcionará “uma proposta única de valor composta pela integração das atividades de fundição, usinagem, montagem, calibração, validação técnica e serviços de engenharia”.
Leia Também
- MUDANÇAS NO IR 2022: baixe o guia gratuito sobre o Imposto de Renda deste ano e evite problemas com a Receita Federal; basta clicar aqui.
A conversão de motores e o possível pulo do gato
Além disso, a Tupy considera que o conhecimento técnico e a estrutura da MWM atendem às necessidade de seus atuais clientes no que se refere à conversão de motores de veículos pesados, máquinas e geradores.
Afinal, uma das especialidades da MWM é converter motores para gás natural, biodiesel, biogás e biometano.
Neste aspecto, o biodiesel, o biogás e o biometano são vistos como os principais caminhos para a descarbonização do agronegócio brasileiro.
Os componentes são usados na produção de eletricidade em propriedades rurais. Além disso, eles têm uso em frotas de caminhões, ônibus e tratores.
TUPY3 dispara na B3
De acordo com o fato relevante publicado hoje, a Tupy desembolsará os R$ 865 milhões pela MWM depois da conclusão do negócio. A transação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas e pelo Cade, ao qual é atribuída a missão de zelar pela livre concorrência no Brasil.
Em reação, as ações TUPY3 encerraram o dia com alta de 8,47%, cotadas a R$ 18,18.
PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO