TC quer diversificar portfólio e cria gestora independente focada em clientes de alta renda
O multi family office do Traders Club vai oferecer diversos produtos de investimentos, incluindo renda fixa e fundos, além de garantir acesso a investimentos locais e internacionais aos clientes do MFO

Com clientes de todos os perfis e classes, a diversificação de portfólio se torna cada vez mais importante para as empresas de tecnologia e finanças, e não é diferente para o Traders Club (TC).
De olho em tudo isso, o TC começou esta semana com o pé direito e anunciou a sua entrada nos negócios de Gestão de Recursos de Terceiros Independente, mirando especialmente nos clientes de alta renda.
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A gestora MFO TC
A empresa vai criar um Multi Family Office (em sigla, o MFO TC), uma gestora de recursos independente que vai oferecer um atendimento com total integração com a plataforma do TC.
A gestora vai oferecer diversos produtos de investimentos, como renda fixa, fundos imobiliários, fundos de ações e private equity, além da gestão ativa de carteira de ações através de fundos exclusivos.
Os clientes do MFO TC terão acesso a investimentos locais e internacionais, o que deve aumentar a sinergia com a base de usuários da companhia, segundo o TC.
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“Entramos no business de gestão de recursos com foco em um atendimento singular e sofisticado para clientes de alta renda, com total integração com a plataforma do TC, para entregar acesso aos melhores produtos financeiros tanto de mercados locais como internacionais”, explica Pedro Albuquerque, CEO do Traders Club.
Ex-BTG na diretoria
O MFO do Traders Club mal nasceu e já tem um nome importante nas cadeiras da diretoria.
O ex-gestor de fundos private e analista de research do BTG Pactual, Fábio Levy Costa, foi eleito para o cargo de Diretor de Investimentos.
“Estou animado com esse novo desafio. Após 11 anos no BTG Pactual, tenho ampla experiência e conhecimento nesse perfil de cliente”, disse Levy.
O executivo será responsável pela gestão de carteiras de valores mobiliários por meio da identificação e definição de oportunidades de investimentos.
“No TC, meu foco estará no gerenciamento e relacionamento com os investidores da plataforma. Essa iniciativa é muito importante para o TC, visto que irá diversificar a receita da companhia com uma nova fonte de recursos.”
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Crescimento das gestoras independentes
A escolha do TC em seguir esse modelo de negócios não é à toa. Assim como o interesse dos investidores pelo mercado de capitais, a participação de casas que não estão ligadas aos grandes bancos não para de crescer.
Hoje, esse modelo de gestão possui uma participação de 34% do patrimônio total do setor, enquanto os cinco maiores bancos do país detêm a fatia de 66% restante.
Além disso, as gestoras independentes registram um saldo líquido positivo desde 2016. Isso significa que a captação de aportes supera os resgates na soma das classes de ativos.
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