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A onda de recompras deste ano chegou com tudo e companhias como BTG Pactual, Raízen e Grupo Soma decidiram surfar nesse mar; entenda
Viradas de ano sempre trazem a expectativa de novidades, e 2022 não foi exceção. Tentando aproveitar um momento mais favorável no mercado para utilizar melhor seus capitais, empresas de diversos setores deram início a uma nova onda de recompras de ações.
A Ser Educacional (SEER3) aprovou na noite desta quinta-feira (13) a abertura de um novo programa de recompra de até 4,94 milhões de papéis.
O montante equivale a cerca de 9% do total de papéis da empresa em circulação atualmente, de 54.338.307 ações, e em torno de 3,8% do total de ativos de emissão da companhia.
O programa teve início nesta quinta-feira e poderá se estender por 12 meses, até 13 de janeiro de 2023.
Quando uma companhia adquire os ativos em uma recompra, estes são mantidos em Tesouraria e, assim, não ficam mais em circulação na bolsa.
Hoje, a empresa não possui ações mantidas em tesouraria.
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Existem inúmeros motivos que levam uma empresa a anunciar um programa como esse, entre eles:
Para a Ser, o objetivo é a permanência em tesouraria, cancelamento ou até mesmo uma eventual realocação das ações para serem destinadas a quaisquer outros planos aprovados em assembleia.
Além do pagamento de dividendos, a recompra é uma outra maneira de a companhia dar retorno pro seu acionista, mas por meio de valorização das ações, em vez de distribuição de proventos.
Isso porque, com uma melhor administração da estrutura de capital, a empresa pode aumentar a geração de valor para os seus acionistas.
Como toda moeda tem dois lados, o ponto negativo da recompra é a redução da liquidez dos papéis na bolsa, uma vez que menos ações são negociadas.
A Dexco (DXCO3) é outra que engrossa a lista de companhias que anunciaram recompras neste ano.
A fabricante de painéis de madeira, revestimentos e louças sanitárias vai recomprar até 20 milhões de ações ordinárias, equivalente a cerca de 6,76% do total de papéis em circulação.
O BTG Pactual (BPAC11) também aprovou um programa de recompra de papéis, que pode chegar a até R$ 1 bilhão.
O montante pode alcançar a 4,64% do total de certificados de depósitos de ações do banco atualmente em circulação.
O Grupo Soma (SOMA3) aprovou a recompra de até 44 milhões de suas ações ordinárias, correspondente a 5,6% do total de papéis da companhia atualmente em circulação.
A Sequoia (SEQL3) anunciou a recompra de cerca de 6 milhões de papéis, que correspondem a 5% das ações em circulação no mercado.
A Raízen (RAIZ4) pretende recomprar até 40 milhões de ativos, equivalente a 3,21% de seus papéis em circulação.
A BK Brasil (BKBR3), dona da rede de fast-food Burger King no Brasil, vai recomprar até 16 milhões de ações, correspondente a 6% dos papéis em circulação.
O Banco Inter (BIDI3, BIDI4 e BIDI11) aprovou um programa de recompra de até 4 milhões de ações ordinárias (ON) e 8 milhões de ações preferenciais (PN).
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