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Os número de ações TEND3 detidas pelos fundos da gestora subiu para pouco mais de 31,3 milhões nesta semana, o que equivale a 30,8% de participação
Se a poison pill, ou pílula de veneno, ainda existisse na Tenda (TEND3) ela teria sido disparada. Mas a Polo Capital certificou-se que o dispositivo estaria fora do estatuto da construtora antes de acionar o antigo gatilho.
Os número de ações TEND3 detidas pelos fundos da gestora subiu para pouco mais de 31,3 milhões nesta semana, o que equivale a 30,8% de participação na construtora.
Vale lembrar que a poison pill é utilizada para dificultar a tomada de controle de uma empresa com capital pulverizado na bolsa, quando um acionista pode em muitos casos dar as cartas mesmo sem alcançar mais de 50% de participação.
No caso da Tenda, qualquer investidor que atingisse 30% do capital precisaria lançar uma oferta pública de aquisição das ações dos demais investidores a preços iguais ou superiores ao pago por eles nos seis meses anteriores.
Mas essa regra caiu no final de outubro, quando os acionistas da construtora aprovaram sua retirada do estatuto. O pedido para a exclusão da regra partiu da própria Polo Capital e foi analisado pelos demais aconistas em uma Assembleia Geral Extraordinária.
Em comunicado enviado ao mercado ontem (16), a gestora destaca que a elevação recente da participação "não tem o objetivo de alterar a composição do controle acionário ou estrutura administrativa da companhia".
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Se a meta não era mexer no controle da Tenda, então por que retirar a cláusula de proteção do estatuto?
A resposta para essa pergunta pode ser explicada pelo fato de que, por um lado, a poison pill ajuda a barrar ofertas hostis. Mas, de outro ponto de vista, dificulta a entrada de um investidor de referência, que queira entrar na companhia mas não tenha interesse em assumir o controle.
Em outras palavras, a pílula de veneno pode ser um mecanismo tanto positivo como negativo para os acionistas minoritários, dependendo do momento da empresa.
A iniciativa de derrubar a poison pill não é exclusiva da Tenda. No início do ano, a IMC (MEAL3) convocou os acionistas para mudar o estatuto a pedido da UV Gestora, que tinha planos de aumentar a participação na rede de restaurantes.
No caso da Tenda, a Polo Capital, autora da solicitação, já se aproximava do limite de 30% de participação antes mesmo de solicitar o fim da pílula de veneno. Mas, segundo fontes consultadas pelo Seu Dinheiro, a gestora de fato não pretende usar a eventual derrubada da cláusula para interferir de maneira mais ativa no dia a dia da incorporadora.
"No atual momento da companhia, a poison pill ficou anacrônica. Acaba tendo só a parte ruim [do mecanismo], que é a de afastar investidores", diz uma fonte favorável ao fim da pílula de veneno.
O tom do comunicado enviado ao mercado na época do pedido sinaliza que a abordagem é amigável e tem como objetivo a atração de possíveis novos investidores que estejam dispostos a dar suporte à execução do plano estratégico.
A Polo Capital já tem um papel de protagonismo na condução dos negócios da Tenda — o presidente do conselho de administração, Cláudio Carvalho de Andrade, é sócio da gestora.
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