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Segundo o resultado de estudos preliminares para a operação divulgados, a companhia deve distribuir cerca de 83% das ações da colombiana na forma de BDRs e ADRs
As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) saltaram quase 10% nesta segunda-feira (5) após a companhia negar que está à venda. E, para completar a felicidade dos acionistas, o conselho de administração da empresa analisou os estudos preliminares e deu o sinal verde para a preparação da cisão das operações do grupo Éxito, da Colômbia.
A rede de varejo dona da bandeira Pão de Açúcar é controladora de 96,57% do capital social da colombiana. Ao final do processo de redução de capital, o GPA permanecerá com uma participação de cerca de 13%, com "potencial para futura monetização".
A companhia deve distribuir aos acionistas aproximadamente 83% das ações do Éxito na forma de BDRs e ADRs. Quem detém os papéis PCAR3 terá, em troca, um recibo de ações negociados na B3, enquanto os donos das ADRs do Pão de Açúcar ficarão com ADRs do Éxito em Nova York.
O objetivo da cisão é "destravar valor" para os acionistas. Para o GPA, a separação tornará as estruturas de capital dos dois grupos mais eficazes e abrirá alternativas adicionais de financiamento. Além disso, a operação aumentará a liquidez e visibilidade do Éxito no mercado de capitais.
Vale destacar que o Éxito está listado na Bolsa de Valores da Colômbia e sua capitalização de mercado é maior do que a do controlador: R$ 6 bilhões, contra R$ 5,3 bilhões do Pão de Açúcar.
Com 601 lojas, o grupo está presente em três países da América do Sul e registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre deste ano.
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É importante relembrar que o sinal verde recebido hoje é o primeiro de muitos que ainda serão necessários até o final da cisão. Após a análise preliminar do conselho, a operação entra em fase de preparação até dezembro deste ano.
A próxima etapa, prevista para terminar no primeiro trimestre de 2023, inclui a validação com os credores e a obtenção das aprovações dos órgãos reguladores.
Além disso, a decisão também precisa ser validada pelos acionistas do grupo em assembleia geral extraordinária a ser convocada no futuro. "O GPA espera concluir a transação durante o 1º semestre de 2023", indica a empresa.
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