A Oi pediu e a B3 atendeu: OIBR3 vai poder continuar operando como ‘penny stock’ por mais algum tempo, mas não para sempre
Oi conseguiu junto à B3 um pouco mais de tempo para reverter a situação de penny stock sem ter que promover um agrupamento de ações

Não é de hoje que as ações da Oi (OIBR3) encontram-se em dificuldade para permanecer acima de R$ 1 e sair da condição de penny stock.
Apesar de ter conseguido uma recuperação momentânea com os avais da Anatel e do Cade para a venda de suas operações de telefonia móvel para as rivais Claro, Vivo e TIM, a ação da Oi não conseguiu ficar por muito tempo acima de R$ 1.
Seu último fechamento acima desse nível ocorreu em 9 de fevereiro. Ontem, OIBR3 fechou a R$ 0,80 por ação.
B3 no pé da Oi
A empresa de telecomunicações vinha até estudando a possibilidade de promover um agrupamento de ações para tirar a B3 de seu pé.
Operadora da bolsa brasileira, a B3 estabelece regras para inibir a negociação de penny stocks, como são chamadas as ações cotadas abaixo de R$ 1.
Além do preço baixo, essas ações costumam apresentar mais volatilidade do que o restante dos ativos negociados em bolsa.
Leia Também
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
[captacao]
A regra da B3 para as penny stocks
A B3 estabelece entre suas regras que uma ação não pode passar mais do que 30 pregões cotada abaixo de R$ 1.
Quando isso ocorre, a empresa em questão é notificada para que apresente um plano de adequação de preço.
A regra chegou a ser suspensa no início da pandemia, mas voltou a valer recentemente.
Ossos do ofício
Os ofícios mais recentes da B3 endereçados à Oi eram quase todos no sentido de cobrar iniciativas da empresa para reverter a situação.
No início de fevereiro, a B3 pediu à Oi que divulgasse os procedimentos que seriam adotados para enquadrar a cotação de suas ações.
Também foi exigido um cronograma que tivesse como base o mês de julho ou a primeira assembleia geral após o recebimento do ofício.
Um alívio
Na noite de sexta-feira, porém, a Oi tirou esse fardo das costas. Pelo menos momentaneamente.
A empresa informou ter recebido da B3 ofício por meio do qual a controladora da bolsa reconsiderou, em caráter extraordinário, a situação da empresa.
A Oi fundamentou seu pedido na iminência da conclusão de negócios capazes de funcionar como catalisadores para suas ações.
Novo prazo
Diante disso, a Oi ganhou um pouco mais de tempo para reverter a situação sem ter que promover um agrupamento de ações.
Somente em 31 de março voltará a ser contado o prazo de 30 pregões ininterruptos com a cotação da OIBR3 autorizada a operar abaixo de R$ 1.
Entretanto, se a ação não se recuperar dentro do prazo estipulado, a Oi terá que submeter imediatamente a seus acionistas uma proposta de agrupamento de ações.
CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA
Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%
27 de outubro de 2026 - 17:06PRÉVIA DO BALANÇO
Lucro menor, calotes no radar e recuperação adiada: o que esperar do balanço do Santander Brasil (SANB11) no 3T26
27 de outubro de 2026 - 13:28FACA AFIADA
Citi manda vender Banco do Brasil (BBAS3) após eleições; veja o que colocar no lugar
27 de outubro de 2026 - 13:09SD ENTREVISTA
Agência com cara de hotel? A aposta do Bradesco (BBDC4) para atrair clientes endinheirados
27 de outubro de 2026 - 12:03APOSTA NO LUXO
Massagem, hotéis Fasano e descontos: a nova cartada do Itaú (ITUB4) e da JHSF (JHSF3) para conquistar os clientes ricos
27 de outubro de 2026 - 8:33VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?