A Oi pediu e a B3 atendeu: OIBR3 vai poder continuar operando como ‘penny stock’ por mais algum tempo, mas não para sempre
Oi conseguiu junto à B3 um pouco mais de tempo para reverter a situação de penny stock sem ter que promover um agrupamento de ações

Não é de hoje que as ações da Oi (OIBR3) encontram-se em dificuldade para permanecer acima de R$ 1 e sair da condição de penny stock.
Apesar de ter conseguido uma recuperação momentânea com os avais da Anatel e do Cade para a venda de suas operações de telefonia móvel para as rivais Claro, Vivo e TIM, a ação da Oi não conseguiu ficar por muito tempo acima de R$ 1.
Seu último fechamento acima desse nível ocorreu em 9 de fevereiro. Ontem, OIBR3 fechou a R$ 0,80 por ação.
B3 no pé da Oi
A empresa de telecomunicações vinha até estudando a possibilidade de promover um agrupamento de ações para tirar a B3 de seu pé.
Operadora da bolsa brasileira, a B3 estabelece regras para inibir a negociação de penny stocks, como são chamadas as ações cotadas abaixo de R$ 1.
Além do preço baixo, essas ações costumam apresentar mais volatilidade do que o restante dos ativos negociados em bolsa.
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[captacao]
A regra da B3 para as penny stocks
A B3 estabelece entre suas regras que uma ação não pode passar mais do que 30 pregões cotada abaixo de R$ 1.
Quando isso ocorre, a empresa em questão é notificada para que apresente um plano de adequação de preço.
A regra chegou a ser suspensa no início da pandemia, mas voltou a valer recentemente.
Ossos do ofício
Os ofícios mais recentes da B3 endereçados à Oi eram quase todos no sentido de cobrar iniciativas da empresa para reverter a situação.
No início de fevereiro, a B3 pediu à Oi que divulgasse os procedimentos que seriam adotados para enquadrar a cotação de suas ações.
Também foi exigido um cronograma que tivesse como base o mês de julho ou a primeira assembleia geral após o recebimento do ofício.
Um alívio
Na noite de sexta-feira, porém, a Oi tirou esse fardo das costas. Pelo menos momentaneamente.
A empresa informou ter recebido da B3 ofício por meio do qual a controladora da bolsa reconsiderou, em caráter extraordinário, a situação da empresa.
A Oi fundamentou seu pedido na iminência da conclusão de negócios capazes de funcionar como catalisadores para suas ações.
Novo prazo
Diante disso, a Oi ganhou um pouco mais de tempo para reverter a situação sem ter que promover um agrupamento de ações.
Somente em 31 de março voltará a ser contado o prazo de 30 pregões ininterruptos com a cotação da OIBR3 autorizada a operar abaixo de R$ 1.
Entretanto, se a ação não se recuperar dentro do prazo estipulado, a Oi terá que submeter imediatamente a seus acionistas uma proposta de agrupamento de ações.
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