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Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Fim da celeuma

Oi (OIBR3) conclui venda da operação móvel para TIM, Vivo e Claro

De acordo com a Oi, a operação foi concluída por R$ 15,9 bilhões e as rivais já pagaram a maior parte do valor

Flavia Alemi
Flavia Alemi
20 de abril de 2022
14:51 - atualizado às 18:45
fachada de uma loja da Oi (OIBR3 e OIBR4)
Oi - Imagem: Divulgação

Uma das etapas mais críticas da recuperação judicial da Oi (OIBR3) foi concluída com êxito nesta quarta-feira (20): a venda da sua operação móvel para as rivais TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro. Às 14h35, a ação da Oi subia 2,22%, a R$ 0,92, mas fechou em queda de 1,11%, a R$ 0,89.

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Os papéis da TIM caíram 0,44%, a R$ 13,55, enquanto os da Vivo recuaram 0,23%, a R$ 52,78.

A empresa informou ao mercado que a operação foi finalizada hoje por R$ 15,9 bilhões. O valor foi ajustado em relação ao preço base de R$ 15,7 bilhões para refletir o montante da dívida líquida e do capital de giro das sociedades de propósito específico (SPEs) transferidas às compradoras.

De acordo com o comunicado publicado pela Oi, as rivais já pagaram hoje R$ 14,5 bilhões. O restante do valor, que equivale a 10% do preço da operação, fica retido pelas compradoras por até 120 dias para possíveis compensações de valores que a Oi possa ter de pagar em função de eventuais ajustes.

Com a conclusão da venda, a Oi informou também que quitou integralmente um crédito com garantia real do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no valor de R$ 4,6 bilhões.

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Histórico da venda da Oi Móvel

A venda da operação móvel da Oi para as rivais foi fechada em dezembro de 2020. O passo era considerado fundamental para que a empresa saísse da recuperação judicial.

Leia Também

No início de março, a Oi conseguiu derrubar uma barreira importante à venda da sua unidade móvel, depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desconsiderou um recurso que barrava o negócio.

Na ocasião, o Cade manteve o Acordo em Controle de Concentração (ACC), mas aprovou por unanimidade a incorporação de imposições unilaterais que assegurem a mitigação dos riscos concorrenciais no setor de telecomunicações.

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