Golpe duro no Nubank (NUBR33): redução nas tarifas de cartões pode encolher a receita do banco em mais de 2%; entenda
Um possível corte nas taxas do cartão pré-pago da Mastercard traria impactos diretos às finanças do Nubank (NUBR33/NU). Saiba os detalhes

Passado o estardalhaço do IPO, o Nubank (NUBR33) agora se vê rodeado de notícias potencialmente negativas para as suas operações. O banco digital, que já tinha se mostrado contrário às novas regras do BC que vão ampliar a exigência de capital das fintechs, está cada vez mais próximo de um novo fator de risco: o corte nas tarifas de cartões pré-pagos — uma novidade que pode afetar diretamente a receita da empresa.
Essa possibilidade tem gerado burburinho no mercado desde o ano passado, quando o BC abriu uma consulta pública a respeito do tema. E, ontem (22), essa história ganhou um novo capítulo: a Mastercard, empresa cuja bandeira estampa todos os cartões do Nubank, se mostra inclinada a aceitar uma possível redução nas taxas dos pré-pagos.
As mudanças dizem respeito apenas às tarifas de intercâmbio nas transações presenciais com cartões pré-pagos. A Mastercard lançou sua própria consulta pública, propondo uma redução dos atuais 1,2% para 0,8% — outras operações envolvendo esse tipo de produto permaneceriam inalteradas.
É um golpe menos duro que o proposto pelo Banco Central no ano passado, que mirava numa redução dessa taxa ao patamar de 0,5%. Ainda assim, a alteração em estudo pela Mastercard pegaria em cheio um produto importante para o Nubank: as tarifas de intercâmbio sobre cartões pré-pagos representaram 8,1% da receita da companhia em 2021.
Sendo assim, o próprio banco veio a público para falar sobre os eventuais impactos financeiros de uma provável redução. Segundo o Nubank, o corte proposto pela Mastercard implicaria numa redução de 2,4% na receita da empresa no ano, caso as novas tarifas estivessem em vigor desde o dia 1º de janeiro do ano passado.
Se levarmos em conta que a receita líquida do Nubank em 2021 foi de US$ 1,698 bilhão, estamos falando numa perda de mais de US$ 40 milhões — um efeito que, naturalmente, seria propagado pelo restante do balanço. Vale lembrar que o banco reportou um prejuízo acumulado de US$ 165,3 milhões no ano passado.
Leia Também
Nubank (NUBR33): ações voláteis

O impacto estimado pelo Nubank caso a proposta da Mastercard vá adiante não causou grandes turbulências nos papéis da empresa. Há pouco, as ações NU operavam em alta de 1% na bolsa de Nova York, cotadas a US$ 8,11; na B3, os recibos de ações (BDRs) NUBR33 subiam 0,46%, a R$ 6,57.
Em ambos os casos, os ativos estão abaixo do preço fixado no IPO, de US$ 9 por ação e de R$ 8,36 por BDR. Como resultado, o Nubank tem hoje um valor de mercado de US$ 37,4 bilhões, perdendo o posto de instituição financeira mais valiosa da América Latina — Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) aparecem acima.
Quanto à visão dos analistas, há uma divisão entre os grandes bancos e instituições financeiras. Segundo dados coletados pelo TradeMap, as ações NU têm cobertura de 16 casas: nove recomendam compra, três indicam manutenção e quatro estão posicionadas para a venda.
O preço-alvo médio dessas recomendações é de US$ 10,75, um potencial implícito de valorização de 32% em relação aos patamares atuais. A visão mais otimista atribui às ações NU um preço-justo de US$ 16,00, mas a mais pessimista coloca os ativos em US$ 4,00.

ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA