Meteoro ou estrela cadente? Por que as ações do Nubank (NUBR33) despencam mais de 10% e renovam as mínimas desde o IPO
Depois de uma estreia meteórica na bolsa norte-americana, em dezembro de 2021, o banco digital já perdeu US$ 20 bilhões em valor de mercado, ficando atrás do Santander — o terceiro maior banco privado do país

Os astros avisam: a semana de 9 a 15 de maio será marcada pelo início de Mercúrio retrógrado, um período reconhecidamente desafiador segundo a astrologia. E, ao que tudo indica, é assim que o Nubank (NUBR33) está começando a segunda-feira (10).
O banco digital renovou a mínima histórica, com as ações em Nova York e os BDRs (brazilian depositary receipt) na B3 recuando hoje mais de 10%.
Depois de uma estreia meteórica na bolsa norte-americana, em dezembro de 2021, quando chegou a valer mais do que o Itaú Unibanco, o Nubank já perdeu US$ 20 bilhões em valor de mercado, ficando atrás do Santander — o terceiro maior banco privado do país.
[captacao]
Com a queda recente do Nubank, que só em 2022 acumula perda de 48%, o neobanco está avaliado atualmente em US$ 22,7 bilhões.
O gráfico abaixo mostra o comportamento das ações do Nubank em Nova York:
Leia Também

Por que o meteoro está mais para estrela cadente?
As fintechs e as empresas de tecnologia em geral estão sendo penalizadas por um cenário de juros mais elevados e desaceleração do crescimento global.
Empresas que ainda não são lucrativas como o Nubank precisam de muito dinheiro para crescer. Esse cenário somado à incerteza provocada pela guerra na Ucrânia torna o capital muito caro.
A combinação é fatal e leva os papéis a passarem por uma forte correção. Para se ter uma ideia, outras brasileiras listadas em Nova York também estão sofrendo. PagSeguro (PAGS34), por exemplo, acumula perda de cerca de 45% e a Stone (STOC31), de mais de 50% no acumulado do ano.
- SIGA A GENTE NO INSTAGRAM: análises de mercado, insights de investimentos e notícias exclusivas sobre finanças
Nubank (NUBR33) dá uma forcinha pro Mercúrio retrógrado
Além do cenário mais desafiador para as fintechs e empresas de tecnologia em geral, o Nubank (NUBR33) também deu uma forcinha para ampliar os efeitos do Mercúrio retrógrado.
Segundo especialistas, o fato de ter demorado para explicar seu milionário programa de remuneração da diretoria, de R$ 804 milhões, pesa sobre o banco digital.
Só depois desse valor ter se tornado público foi que o Nubank informou que 85% dele ficará com o fundador David Vélez caso metas ambiciosas sejam alcançadas.
Outra fonte de incerteza foi a antecipação em cerca de um mês do período de restrição de vendas de ações, ou lock up, para o dia seguinte ao anúncio do resultado — previsto para 16 de maio.
Desta forma, grandes investidores que são acionistas do banco digital estarão liberados para vender suas ações, o que pode gerar uma pressão adicional de venda dos papéis.
Para o Goldman Sachs, a mudança de data serve para encurtar a potencial diluição de ações de curto prazo, encerrando o lock up logo após o balanço, em vez de três semanas depois.
Vale lembrar que o fim do lock up não vale para os clientes do Nubank que receberam um “pedacinho” do banco no IPO. Os investidores que ganharam o BDR só poderão negociar os papéis em dezembro, quando a abertura de capital da fintech completa um ano.
O que esperar então do Nubank (NUBR33) no 1T22?
Nas últimas semanas, a luz amarela acendeu para o Nubank (NUBR33). Vários analistas passaram a apontar a qualidade do crédito como um ponto de cautela, questionando se o cliente que fez o empréstimo será capaz pagá-lo.
Segundo o Itaú BBA, há chances de o Nubank precisar frear a concessão de crédito, diminuindo o ritmo de monetização e as esperanças para 2023.
Prévia da Broadcast aponta que o Nubank deve reportar, no dia 16 de maio, prejuízo de US$ 61,6 milhões referente ao primeiro trimestre, uma perda 25,7% maior do que a registrada no mesmo período do ano anterior.
Além disso, o banco digital deve ver a inadimplência no período subir na casa de 0,50 ponto percentual.
A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS