Menos Multilaser (MLAS3) em circulação! Empresa ganha aval da B3 para diminuir free float e recomprar ações na bolsa; entenda o que isso significa
Regra do Novo Mercado da B3 exige pelo menos 25% das ações da companhia em circulação, mas a bolsa permitiu que a Multilaser opere com apenas 17% em negociação no mercado

Quem não tem planos para o futuro, não é mesmo? Ainda mais quando se trata de empresas na bolsa, novos projetos para conquistar investidores fazem parte do dia a dia das companhias, e não é exceção com a Multilaser (MLAS3). Mas a empresa precisou de um “perdãozinho” da B3 para colocar os planos em prática.
Vamos por partes. Quando uma companhia decide abrir capital no Novo Mercado — o segmento com regras mais rigorosas de governança corporativa da B3 —, existe um percentual mínimo de 25% de papéis que devem circular no mercado, também chamado de free float.
Mas a Multilaser está de olho em gerar valor para os acionistas e planeja fazer uma recompra de ações. Por isso, a companhia pediu um “tratamento excepcional” para a B3 para diminuir esse percentual temporariamente — e a bolsa decidiu aprovar o pedido.
O aval da B3 também vai permitir aos controladores da empresa de eletroeletrônicos e informática comprarem ações no mercado — um aparente sinal de confiança na companhia.
Menos ações da Multilaser (MLAS3) em circulação
A Multilaser já atua fora dos padrões exigidos pela bolsa desde que fez seu IPO em julho do ano passado, quando conseguiu que apenas 21% das suas ações circulassem no mercado.
Assim, a companhia teve que solicitar uma permissão para continuar operando com esse número temporariamente, o que já havia sido aprovado pela B3.
Leia Também
Agora, a empresa tem novos planos e quer recomprar parte de suas ações no mercado, o que diminuirá ainda mais a quantidade de papéis em circulação.
Por isso, a Multilaser atualizou o seu pedido para a B3 para encolher ainda mais o free float.
A solicitação basicamente consiste em manter um percentual mínimo de 17% do seu capital social durante um período de tempo para tornar possível essa recompra.
Vale lembrar que, quanto menor o free float, menor será a liquidez e maior a volatilidade do ativo, uma vez que temos menos papéis em circulação e uma maior concentração das ações.
Recompra de ações da Multilaser
A menor liquidez com a redução do percentual de ações em circulação pode não ser uma boa notícia para o acionista da Multilaser (MLAS3). Mas a recompra de ações, por outro lado, costuma ter um efeito positivo sobre os papéis.
Não existe só um motivo que leva uma empresa a anunciar um programa de recompra. Entre eles, estão:
- A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
- A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
- Ela quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.
Quando uma empresa lança um programa desse tipo, os papéis que são adquiridos deixam de circular na bolsa de valores e passam a ser mantidos em tesouraria.
Porém, existe um limite de ativos que podem ficar em tesouraria, que corresponde a 10% do total de ações em circulação no mercado.
No pedido de perdão à B3, a Multilaser também obteve aval para os próprios controladores comprarem ações da companhia além da quantidade máxima permitida pela bolsa. Ou seja, os donos da empresa de eletrônicos aparentemente também veem o preço atual como atrativo.
No pregão de hoje, as ações da Multilaser (MLAS3) eram negociadas em alta de 0,98% por volta das 11h05, a R$ 6,20. Desde o IPO, os papéis acumulam desvalorização de mais de 52% na bolsa.
Condições da B3 para diminuir o free float da empresa
A B3 autorizou a Multilaser a ficar fora das regras do Novo Mercado, com algumas condições. A primeira delas é que a empresa deve voltar ao mínimo de 25% até 23 de fevereiro de 2023.
A segunda é que, enquanto a companhia mantiver o percentual abaixo de 25%, ela deverá divulgar até 31 de julho de cada ano um relatório com informações ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG).
Além disso, a Multilaser terá que contratar um formador de mercado, que nada mais é do que uma corretora que vai manter ofertas de compra e venda regulares durante as negociações na bolsa.
A empresa informou que já está acertando os termos com o formador, que deve começar a prestar seus serviços entre os dias 11 e 15 de abril de 2022.
A justificativa da bolsa foi justamente possibilitar que a companhia execute os planos corporativos que ela tinha em mente: a recompra de ações e a aquisição do excedente do limite de ações que a empresa pode manter em tesouraria.
Leia também:
- MUDANÇAS NO IR 2022: baixe o guia gratuito sobre o Imposto de Renda deste ano e evite problemas com a Receita Federal; basta clicar aqui
- Clientes da Claro relatam falha em serviços; empresa diz que problema foi solucionado
- Elon Musk vai virar conselheiro do Twitter; ação da rede social dispara de novo e já engorda fortuna do CEO da Tesla em US$ 1 bilhão
APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR