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Em fevereiro, a Meta perdeu um recorde de US$ 230 bilhões em valor de mercado após um balanço decepcionante e agora a novela se repete; entenda por que
A Meta (FBOK34) parece estar mais perto dos dias de glória: após experimentar uma queda histórica em seu valor de mercado no início deste ano, a dona do Facebook apresentou nesta quarta-feira (27) resultados do primeiro trimestre.
E, ao que tudo indica, o mercado gostou do que viu. As ações da Meta chegaram a subir mais de 10% assim que os números foram conhecidos.
Em fevereiro, a Meta bateu um recorde negativo e perdeu US$ 230 bilhões em valor de mercado numa única sessão, logo após um balanço decepcionante no quarto trimestre de 2021. Na ocasião, a companhia revelou que o Facebook registrou sua primeira queda no número de usuários diários.
Hoje, a empresa comandada por Mark Zuckerberg reportou lucro líquido de US$ 7,465 bilhões entre janeiro e março deste ano, o que representa uma queda de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O lucro por ação da Meta foi de US$ 2,72 ante US$ 3,30 no primeiro trimestre de 2021. Já a receita somou US$ 27,908 bilhões, um crescimento de 7% em base anual — a primeira vez em dez anos como uma empresa de capital aberto que o crescimento atingiu um dígito.
O mercado, pelo visto, esperava uma performance pior para a Meta depois que Zuckerberg alertou que novas regras de privacidade da Apple poderiam custar à empresa US$ 10 bilhões em vendas perdidas este ano.
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Confira a comparação entre os resultados e as projeções da Bloomberg para o primeiro trimestre da Meta:
Não são poucas as pedras no caminho da Meta (FBOK34). Além das regras de privacidade da Apple, a família de aplicativos da empresa — Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp — enfrenta uma concorrência significativa de TikTok, Twitter, e Snap.
Além disso, era esperado que a proibição do Instagram na Rússia impactasse negativamente o usuário, bem como o crescimento da receita de publicidade no trimestre. A Rússia respondia por 1,5% dos dólares com publicidade da Meta.
O número de usuários ativos diários do Facebook totalizou 1,96 bilhão, em média, o que representa um aumento de 4% em base anual. Já o número de usuários ativos mensais da plataforma alcançou 2,94 bilhões, um aumento de 3% na mesma base de comparação.
Ainda assim, a empresa ficou abaixo das estimativas de usuários ativos mensais, que era de 2,97 bilhões esperados pelos analistas.
A família de aplicativos do Facebook, incluindo o principal, Instagram e WhatsApp, foi responsável por 97,5% da receita no trimestre. Os US$ 695 milhões restantes vieram do Reality Labs, a parte da empresa que está tentando construir produtos para o metaverso.
Na família de negócios de aplicativos, o lucro líquido caiu 13% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 11,48 bilhões.
A Reality Labs perdeu US$ 2,96 bilhões no período, em comparação com uma perda de US$ 1,83 bilhão no primeiro trimestre de 2021.
Um relatório do e-Marketer mostra que os gastos com anúncios em redes sociais aumentarão em 2022, podendo ultrapassar a pesquisa pela primeira vez na história — o que seria um bom presságio para o Facebook e seus rivais.
Os investidores esperavam que, em um ambiente aprimorado de gastos com anúncios, bem como uma mudança digital acelerada, as receitas com anúncios da Meta fossem beneficiadas.
E o mercado não errou. A receita com publicidade do Facebook foi de US$ 26,998 bilhões entre janeiro e março, o que representa um aumento de 6,13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para o segundo trimestre, a Meta prevê receita de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões, ficando abaixo da estimativa de US$ 30,74 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg.
A dona do Facebook disse que a orientação reflete as tendências contínuas do primeiro trimestre, incluindo o crescimento suave da receita que coincidiu com a guerra na Ucrânia.
A empresa também reduziu sua previsão de despesas totais para 2022 para a faixa entre US$ 87 bilhões a US$ 92 bilhões, abaixo de sua estimativa anterior de US$ 90 bilhões a US$ 95 bilhões.
A Meta espera que a maior parte desse crescimento de despesas seja impulsionada por seu segmento Family of Apps, seguido por Reality Labs.
O foco no desenvolvimento do metaverso segue nos planos da Meta (FBOK4). Prova disso é a colaboração com a VNTANA para trazer publicidade 3D para o Facebook e o Instagram.
A VNTANA recebeu acesso à interface de programação de aplicativos de publicação realidade aumentada da Meta para automatizar a tecnologia 3D para anúncios.
Esta colaboração recente é um trampolim para a Meta trazer seu negócio de publicidade para o metaverso.
As marcas agora poderão anunciar modelos 3D de seus produtos no Facebook e no Instagram, criando uma forma totalmente nova de interação entre clientes e empresas.
Não é só com o metaverso que Zuckerberg se preocupa. Durante o primeiro trimestre, a Meta introduziu o Family Center para os pais — que ajuda no controle do que os adolescentes experimentam, especialmente nas mídias sociais e realidade virtual.
O Family Center fornece um centro educacional no qual os pais ou responsáveis terão acesso a opiniões de especialistas sobre como apresentar as mídias sociais às crianças e instruções sobre como usar esse controle.
A Meta lançou o controle dos pais no Facebook, Instagram e para a realidade virtual após um alvoroço decorrente de um denunciante que vazou documentos internos.
O documento afirmava que a empresa sabia que certos adolescentes estavam tendo problemas no Instagram em relação à postagem de fotos, principalmente imagens corporais.
*Conteúdo em atualização
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