Méliuz (CASH3) sai do lucro para prejuízo de R$ 6,5 milhões; confira a performance da plataforma de cashback no primeiro trimestre
Em abril, a plataforma de cashback fez uma prévia dos seus resultados e reportou um volume de vendas (GMV) de R$ 1,6 bilhão no período, com alta anual de 65%

A moda é cíclica: o que um dia foi tendência frequentemente volta a cair no gosto do público atual. E, no que depender dos resultados do primeiro trimestre da Méliuz, talvez as ações CASH3 tenham que esperar um pouco mais para retornar às passarelas.
Entre janeiro e março deste ano, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 6,5 milhões, depois de um lucro líquido de R$ 3 milhões no mesmo período do ano anterior.
O prejuízo por ação foi de R$ 0,01 no primeiro trimestre depois de um lucro por ação de R$ 0,01 nos primeiros três meses de 2021 . Já a receita líquida da Méliuz no período somou R$ 90 milhões, um crescimento de 73,8% na mesma base de comparação.
As ações CASH3 estiveram na moda, chegando a ficar acima dos R$ 12,00 em julho do ano passado; hoje, no entanto, elas são negociadas na casa de R$1,60.
A plataforma de cashback encerrou os primeiros três meses de 2022 com um total de 23,6 milhões de contas abertas, um avanço de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já em comparação com o quarto trimestre, aumento a base em 1,2 milhão.
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Em abril, a Méliuz (CASH3) divulgou sua prévia operacional entre janeiro e março — e os números reportados sinalizam uma melhora.
Na ocasião, a companhia reportou um volume de vendas (GMV) de R$ 1,6 bilhão no período, com alta anual de 65%. Desse total, R$ 1,3 bilhão é referente à Méliuz propriamente dita, R$ 194,9 milhões ao shopping internacional e R$ 41,7 milhões à Promobit.
A taxa cobrada a cada transação (net take rate) ficou em 2,0%, ante 2,3% no primeiro trimestre de 2021.
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A Méliuz informou ainda que sua base de usuários teve expansão anual de 44%, para 23,6 milhões de contas abertas. Já o número de novos compradores adicionados à plataforma subiu 61%, enquanto o total de comprados também avançou 61%.
Nos cartões co-branded, os volumes processados (TPV) foram de R$ 761 milhões, uma alta anual de 25,4%.
Nos últimos 12 meses, encerrados em 31 de março de 2022, a Méliuz atingu um total de 8,6 milhões de usuários ativos — uma redução esperada de 800 mil em comparação ao quarto trimestre, devido à pausa das campanhas de marketing para aquisição de novos clientes para o cartão de crédito co-branded.
Méliuz (CASH3) foi às compras
A Méliuz (CASH3) foi às compras e informou que no dia 31 de março o banco central aprovou a compra da Acesso (Bankly), fintech especializada em soluções de pagamento e banking as a service.
Com a aquisição, avaliada em R$ 324,5 milhões, o mercado vê que a empresa enfim incluirá em seu ecossistema o serviço de contas digitais — a Acesso traz consigo licenças, tecnologia e infraestrutura que a companhia não possuía.
A Acesso finalizou o primeiro trimestre com um total de 173 clientes ativos e gerou um TPV de R$ 8,3 bilhões, um crescimento anual de 224%.
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