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Apesar do avanço, o número de clientes ativos do Inter cresce em um ritmo menor que a base total, o que representa um problema para o banco digital na disputa com o Nubank
O Inter (BIDI11) está prestes a migrar para a Nasdaq, mas não vai sozinho. O banco desembarcará na bolsa norte-americana de tecnologia acompanhado de 20 milhões de clientes — uma marca que acabou de ser alcançada e que deve deixar rivais com os olhos bem abertos.
Os bancos digitais vêm se popularizando. O Nubank (NUBR33), por exemplo, encerrou o primeiro trimestre com um total de 59,6 milhões de clientes, sendo 57,3 milhões de brasileiros — uma expansão de 55% com relação ao mesmo período do ano anterior.
A marca dos 20 milhões de usuários foi comemorada no Twitter por Rubens Menin, acionista e presidente do conselho de administração do Inter.
Os dados dos três primeiros meses do ano mostram que 55% dos clientes do Inter são ativos, ou seja, geram receita para o banco via transações, empréstimos ou compras no marketplace.
As principais fontes de receita do BIDI11:
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O Inter, porém, enfrenta algumas “dores do crescimento” na disputa com o Nubank e outros bancos digitais. Enquanto a base de clientes subiu 82% entre janeiro e março deste ano em termos anuais, os clientes ativos estão crescendo em um ritmo mais lento, de 68% no mesmo intervalo.
Esse descompasso, segundo especialistas, pode ser explicado pela turbulência no mercado financeiro após a escalada dos juros e da inflação.
Um exemplo do quão difícil é esse cenário está no comportamento dos papéis do Inter na bolsa.
Desde o pico, em julho do ano passado, as units do Inter amargam queda de 81%. De lá para cá, a taxa básica de juros saltou para a casa dos dois dígitos, deixando os investidores mais temerosos.
Da casa de R$ 82 da máxima de julho de 2021, as untis do Inter caíram para R$ 12,90 — valor de fechamento do último pregão.

Não é à toa que o Nubank tem quase o triplo de clientes do Inter (BIDI11). Segundo o UBS BB, a estratégia de engajamento do NUBR33 é mais eficiente — embora os dois bancos digitais se equiparem no quesito risco de crédito.
O banco divulgou um amplo relatório no qual avalia a maneira como Inter e Nubank conseguem atrair e obter receitas dos clientes.
Com a ressalva de que algumas métricas dos bancos não são comparáveis, o UBS BB destaca que o custo de aquisição de clientes (CAC) de ambos foi praticamente o mesmo em 2021, US$ 5,40 — mas que o do Nubank foi inferior em 2020 (US$ 3,80 versus US$ 5,80 do Inter).
No entanto, a NUBR33 incluiu quase o triplo de clientes do que o Inter durante esse período e mais de quatro vezes o número de clientes ativos em comparação com o BIDI11.
Conclusões do UBS na comparação entre Nubank e Inter considerando a base de clientes:
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