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A performance no segundo trimestre não só fez a Hapvida disparar na B3, mas também garantiu que um grande banco melhorasse sua recomendação para o papel HAPV3
Se a bolsa fosse uma corrida de cavalos, a Hapvida (HAPV3) teria saído na frente, com grandes chances de vencer o páreo desta sexta-feira (12). Em meio a uma dezena de empresas que divulgaram seus resultados trimestrais na noite de ontem, a gigante do setor de saúde abriu uma enorme distância em relação aos rivais rumo ao topo do Ibovespa.
As ações HAPV3 chegaram a liderar as altas do índice, avançando 18% neste início de tarde. O desempenho da Hapvida no trimestre não só fez a empresa disparar na B3, mas também garantiu uma nova recomendação de compra os papéis.
As ações HAPV3 fecharam em alta de 16,97%, cotadas a R$ 7,72. Embora acumulem queda de 50% no ano, os papéis têm ganho mensal de 21%.
No turfe, os cavalos podem correr montados por jóqueis, a chamada corrida a galope. No caso da Hapvida, quem está comandando o avanço da HAPV3 é o Bank of America.
O BofA manteve o preço-alvo das ações da empresa em R$ 10, mas elevou a recomendação de neutra para a compra.
E a explicação para a melhora está nos indicadores operacionais. Na sinistralidade caixa consolidado (MLR na sigla inglês), a Hapvida viu uma queda de 73% no primeiro trimestre para 72,3% no segundo, enquanto outros grandes nomes da saúde apresentaram aumento de dois pontos percentuais nesse indicador.
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Em abril, quando o banco rebaixou a recomendação para neutra, argumentou que a empresa passava por uma mudança estrutural, que levaria a uma menor potencial de crescimento, já que havia feito a maioria das fusões e aquisições possíveis.
Agora, ao voltar a recomendar a compra da Hapvida, o Bank of America diz que o resultado da empresa está atrelado à sinistralidade, uma vez que o crescimento de longo prazo tende a ser baixo.
No cenário base do BofA, a sinistralidade é de 65% em um múltiplo preço/lucro (P/L) de 19x para 2023. No pior cenário, o chamado MRL vai para 70% com 25x lucro; no melhor, a sinistralidade fica em 64% e múltiplo P/L em 17x — nesse caso, o banco vê um potencial de incremento de R$ 2 no preço da ação.
Se o Bank of America voltou a recomendar a compra de HAPV3, outros bancos e casas de análises reafirmaram a indicação para adquirir os papéis da Hapvida.
O UBS BB é um deles, com preço-alvo de R$ 9 em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 36% em relação ao fechamento de quinta-feira (11) e de 16% em relação ao avanço desta tarde.
O Itaú BBA também faz parte do grupo que recomenda a compra da Hapvida, com preço-alvo de R$ 10 para 2022, ou seja, um potencial de alta de 51,5% ante o fechamento de ontem e de 29% sobre a cotação de hoje, de R$ 7,74.
Já o Morgan Stanley fixou o preço-alvo em R$ 14,40, uma alta de 118% considerando o fechamento de ontem ou de 86% com os ganhos do início da tarde hoje.
A XP, por sua vez, vê o maior potencial de valorização para Hapvida, de 186%, com base no fechamento do dia anterior. Se considerada a variação de hoje, esse percentual é um pouco menor, de 145%.
A Hapvida (HAPV3) teve lucro líquido ajustado de R$ 241 milhões no segundo trimestre, queda de 12% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Sem ajustes, a companhia do setor de planos de saúde teve prejuízo de R$ 312,3 milhões de abril ao fim de junho ante lucro de R$ 104,6 milhões no mesmo período de 2021.
A receita líquida consolidada saltou 153% no comparativo anual, para R$ 6,08 bilhões.
“Como visto em trimestres anteriores durante a pandemia, o modelo vertical permite que a Hapvida gerencie melhor a utilização em sua rede e reduza custos”, diz o UBS BB ao analisar a performance financeira da empresa.
Já a XP espera que nos próximos trimestres tanto as adições líquidas quanto os tickets médios ganhem força, a sinistralidade diminua e as sinergias da fusão entre Hapvida e GNDI comecem a aparecer, melhorando os resultados.
O Itaú BBA, por sua vez, afirma que, apesar de os números não serem tão positivos, eles indicam que a Hapvida está no caminho certo para performances melhores nos próximos trimestres.
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