Grupo Tigre, sinônimo de tubos e conexões, recebe investimento de R$ 1,350 bilhão de fundo norte-americano
Advent International passará a deter 25% do capital da Tigre, que pretende usar o dinheiro do fundo para acelerar a expansão internacional

O Grupo Tigre, dono de uma das marcas mais lembradas pelos brasileiros quando o assunto é tubos e conexões, recebeu um investimento de R$ 1,350 bilhão da Advent International.
O fundo norte-americano de private equity — que investe em participações em empresas — passará a deter 25% do capital da Tigre. Isso significa que o tradicional grupo de materiais de construção foi avaliado em R$ 5,4 bilhões na operação.
Essa é a primeira vez que a companhia fundada e controlada pela família Hansen passa a ter participação de um fundo de private equity em mais de 80 anos de história.
A entrada da Advent deve acelerar os planos de expansão da Tigre no Brasil e no mercado internacional. Com mais de 15 mil produtos no portfólio, o grupo está presente em cerca de 30 países.
Em 2021, a companhia fez a aquisição da Dura Plastic Products, fabricante e distribuidora de conexões de PVC com sede na Califórnia. O mercado dos Estados Unidos é uma das apostas da Tigre na expansão fora do país.
Com o dinheiro novo do fundo, a Tigre pretende ainda ampliar a oferta de produtos para construção civil, infraestrutura e irrigação, que possuem grandes perspectivas de crescimento no Brasil, além de investimentos em soluções, serviços e tecnologia para maior eficiência no uso de água.
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No acumulado de 2021 até 30 de setembro, o Grupo Tigre teve R$ 4,2 bilhões em receita líquida consolidada, R$ 855,3 milhões de Ebitda e R$ 508 milhões de lucro líquido. O Brasil representa pouco mais de 60% das receitas líquidas da empresa atualmente.
O acordo prevê que a Advent terá direito a indicar dois membros para o conselho de administração da Tigre. O fundo norte-americano é um dos mais tradicionais investidores de private equity e tem presença no Brasil desde a década de 1990. Foram mais de US$ 7 bilhões investidos em 70 empresas na América Latina nos últimos 25 anos.
Tigre já é companhia aberta
Fundos de private equity compram participações em empresas com o objetivo de vendê-las com lucro no futuro. No caso da Tigre, a Advent já tem uma possível porta de saída "entreaberta".
Isso porque o grupo obteve no ano passado registro de companhia aberta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com o registro, a Tigre realizou uma captação de R$ 600 milhões em debêntures.
Mas caso queira fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no futuro, a Tigre terá de pedir uma mudança no registro na CVM para permitir a negociação de ações na B3.
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