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No início de dezembro, o Grupo Santander informou que a oferta pública de aquisição obteve a adesão de 49,73% dos papéis em circulação, superando o mínimo necessário para levar adiante o plano de fechar o capital da companhia, que era de 1/3 do capital nas mãos dos acionistas minoritários
Passados 20 dias da divulgação do resultado da oferta pública de aquisição (OPA) da GetNet, a empresa de maquininhas do Santander informou nesta quarta-feira (21) que menos de 5% do total de ações emitidas pela companhia e objeto da operação para o cancelamento de registro no Brasil não estão nas mãos da ofertante, a PagoNxt.
No dia 1 de dezembro, o resultado da OPA foi divulgado, com a compra de 1.071.982 ações ordinárias da Getnet, 2.754.680 preferenciais, 10.105.105 units e 17.356.240 ADSs — recibos de ações negociados na bolsa norte-americana Nasdaq.
Com o resultado, a oferta do Grupo Santander obteve a adesão de 49,73% das ações em circulação da Getnet — o banco conseguiu superar o mínimo necessário para levar adiante o plano de fechar o capital da companhia, que era de 1/3 do capital nas mãos dos acionistas minoritários.
Diante do êxito, as ações da Getnet deixam de ser negociadas na B3 mediante autorização da Comissão de Valores Mobiliário (CVM) para o fechamento de capital da empresa de maquininhas de cartão.
Como menos de 5% das ações da GetNet ainda não estão nas mãos da PagoNxt, a ofertante tinha o direito de solicitar a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas para deliberar sobre o resgate de quaisquer valores mobiliários em circulação remanescentes. A AGE ainda não tem data.
O preço a ser pago será correspondente ao valor das ações nas ofertas, corrigido pela variação da taxa Selic entre a data de liquidação das aquisições do leilão realizado no contexto da OPA no Brasil e a data do efetivo pagamento do resgate.
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A GetNet ainda explica que, atualmente, os períodos de oferta subsequente iniciados no Brasil e nos Estados Unidos permanecem ativos de acordo com seus respectivos termos e condições.
A previsão é de que a GetNet saia da Bolsa até 4 janeiro — quando termina o prazo de 30 dias após a liquidação do leilão da OPA.
A entrada da empresa na bolsa foi seguida por um mau momento do setor de maquininhas que ainda afeta as cotações atuais do segmento.
Com vários competidores surgindo e oferecendo novas soluções aos lojistas, até empresas mais famosas, como Cielo (CIEL3) e Stone (STOC31), sofreram com o cenário.
E com a Getnet não foi diferente. As ações ordinárias, preferenciais e units dispararam logo após o início das negociações, mas depois devolveram a alta e acumulavam uma queda de 28% até anunciar a intenção de partir.
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