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A companhia voltou a reportar ontem resultados fortes e margens saudáveis, apesar do cenário macroeconômico desafiador
Se a inflação dos insumos construtivos e a alta da taxa de juros não foram capazes, o que irá parar a Direcional (DIRR3)? É o que pergunta o Bradesco BBI, após analisar os resultados da incorporadora no segundo trimestre.
A companhia — que já vinha ocupando um posto de destaque entre as incorporadoras de baixa renda desde o ano passado — voltou a reportar ontem resultados fortes e margens saudáveis, apesar do cenário macroeconômico desafiador.
O Credit Suisse destaca que a empresa atingiu um nível recorde de receita, com R$ 586 milhões no segundo trimestre. A cifra representa uma alta de 39% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Além disso, a Direcional “manteve sua margem bruta saudável e muito acima da média dos pares”, conforme aponta o banco de investimentos. O indicador ficou em 35% no período, contra 38% no 2T21.
Segundo o Itaú BBA, a estabilidade nas margens é fruto da “efetiva política de precificação de produtos” praticada pela construtora.
Os analistas da divisão de investimentos do Itaú também viram com bons olhos os resultados reportados pela empresa e esperavam uma reação positiva do mercado, “principalmente à luz do recente desempenho inferior da ação em relação a seus pares”.
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O que se viu nesta terça-feira (9), porém, foi uma queda brusca dos papéis DIRR3. As ações da companhia devolveram parte dos ganhos anotados durante o rali das construtoras no início de agosto e recuaram 5,19% hoje, a R$ 12,23.
Apesar de contrariar a previsão dos analistas, a notícia é boa para quem deseja incluir a Direcional na carteira. E quatro das cinco casas consultadas pelo Seu Dinheiro — Bradesco BBI, Genial Investimentos, Itaú BBA e XP — indicam compra para as ações.
Apenas o Credit Suisse tem recomendação neutra para os papéis DIRR3. O banco de investimentos diz que a companhia é a melhor operadora dentro do programa Casa Verde e Amarela, mas está cauteloso com os múltiplos da empresa.
Confira abaixo o preço-alvo e potencial de alta calculado por cada uma das casas:
| Casa | Recomendação | Preço-alvo | Potencial de alta |
| Bradesco BBI | Compra | R$ 19 | 55,4% |
| Credit Suisse | Neutra | R$ 15 | 22,6% |
| Genial Investimentos | Compra | R$ 19 | 55,4% |
| Itaú BBA | Compra | R$ 16 | 30,8% |
| XP | Compra | R$ 17 | 39% |
De volta ao balanço, a XP aponta que o resultado financeiro da empresa ficou negativo em R$ 33 milhões. O número foi impactado por operações de swap, venda de parte da carteira de recebíveis imobiliários e pelas maiores taxas de juros no trimestre.
Mas, mesmo com gastos maiores, o lucro líquido atingiu R$ 41 milhões e veio “praticamente em linha” com a projeção da corretora, que estimava R$ 46 milhões para o indicador.
A Genial Investimentos também destaca que, após tantos meses de inflação alta, a margem bruta da empresa deve continuar caindo “lentamente” nos próximos trimestres, até chegar ao piso de 34%. Os analistas afirmam que esse ainda é “um patamar muito bom”.
Além disso, a corretora espera que as mudanças nas regras do programa Casa Verde e Amarela permitam que o indicador retorne ao patamar de 35% a 36% no próximo ano, o que dá suporte à visão positiva para a empresa.
“Vemos a companhia como um dos principais players a conseguir repassar preços e manter margens, ao mesmo tempo que consegue acelerar o ritmo de lançamentos sem comprometer a velocidade de vendas ou a geração de caixa”, declaram os analistas da Genial.
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