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Pódio da XP

Cury (CURY3) supera inflação e vence a última bateria de balanços das construtoras no quarto trimestre; veja o pódio completo

Entre tombos e desacelerações, a empresa encontrou estratégias certeiras para ultrapassar o obstáculo inflacionário

Silhueta de trabalhadores da construção civil no pôr do sol | Construtoras, Cury, PDG PDGR3, ações JP Morgan Casa Verde e Amarela Distratos TENDA Santander Ações ação
A alta no preço dos insumos dificulta a vida das construtoras da B3 - Imagem: rawpixel.com/freepik

A trajetória das ações das construtoras na B3 pode ser comparada a uma corrida com obstáculos desde o início do ano passado. Além das próprias concorrentes do setor, a pandemia e a alta na taxa básica de juros brasileira (Selic) também surgiram como empecilhos no caminho de Cury (CURY3), Cyrela (CYRE3), Plano&Plano (PLPL3) e Eztec (EZTC3).

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Os balanços do quarto trimestre das quatro empresas, divulgados ontem, mostraram que uma barreira que já vinha atrapalhando a vida das companhias ganhou ainda mais força e transformou-se no maior obstáculo no caminho para o ouro: o aumento dos preços das matérias-primas da construção civil.

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Impulsionados pela inflação, os insumos construtivos pressionaram as margens brutas das construtoras, pegando as ações-corredoras pelo pé de apoio e derrubando as cotações.

Mas, entre tombos e desacelerações, uma dessas empresas encontrou estratégias certeiras para elevar a potência de seu salto e passou por cima do obstáculo inflacionário, terminando em primeiro lugar.

Com unidades mais caras e ajustes no mix de produtos oferecidos, a Cury foi medalha de ouro da corrida neste trimestre, segundo a XP. Cyrela e Plano&Plano aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente, e completam o pódio formado pelos analistas da corretora.

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Cury (CURY3) — margens saudáveis garantem medalha de ouro

Reportando receita líquida de R$ 491 milhões, alta de 42% na comparação com o mesmo período do ano anterior, a Cury não deu chance para a concorrência no quarto trimestre.

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Ciente de que a inflação estaria mais alta e difícil de superar, a construtora não teve dúvidas e subiu também seu preço médio por unidade em 22,6%, para R$ 241 mil, a fim de impulsionar o salto sobre a barreira.

E a estratégia funcionou: a margem bruta ajustada foi de 38%, mais forte do que a esperada pela XP e apenas 0,4 ponto percentual menor na comparação anual. A leve queda representa uma raspadinha de tênis no obstáculo quando comparada aos números do restante do setor.

Os analistas da corretora também destacam o lucro líquido robusto de R$ 103 milhões — alta de 53% em relação aos últimos três meses de 2020 — e a geração de caixa sólida de R$ 92,7 milhões no trimestre.

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“Assim, vemos a Cury como nossa top-pick e reiteramos recomendação de compra com um preço-alvo de R$ 13,00 por ação.”

O valor considera um percentual de alta de 83,88% em relação à cotação atual dos papéis. As ações CURY3 operam a R$ 7,07 nesta sexta-feira (18).

Cyrela (CYRE3) — resiliência é medalha de prata

A incorporadora voltada para os segmentos de alto padrão e luxo apresentou números “resilientes” para a XP, com lucro líquido de R$ 218 milhões entre outubro e dezembro de 2021 — queda de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A margem bruta da Cyrela avançou 1,6 ponto percentual no quarto trimestre, para 33,4%. Segundo a corretora, este é um número "saudável" considerando a pressão nos preços das matérias-primas do setor.

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Para manter a saúde do indicador, a construtora contou, segundo os analistas, com lançamentos robustos e forte desempenho de vendas. “Além disso, a Cyrela registrou geração de caixa sólida de R$ 100 milhões, levando sua alavancagem a 4,1% dívida líquida/patrimônio líquido, o que vemos como saudável nesse ambiente desafiador”.

A XP também reiterou sua recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 33,00 por ação. Aqui o potencial de ganhos é de 113,73% em relação à cotação atual de R$ 15,44 hoje.

Plano&Plano (PLPL3) — resultados neutros atrasam a empresa na corrida

Medalha de bronze no pódio da XP, a Plano&Plano apresentou resultados neutros no quarto trimestre, indica a corretora.

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Para os analistas, o desempenho foi resiliente quando se trata da receita líquida, que subiu 8% na comparação anual, para R$ 298 milhões.

Mas o indicador positivo foi ofuscado pela margem bruta fortemente prejudicada pela inflação. Marcando 31,4%, essa linha do balanço veio abaixo do esperado pela XP e 2,2 pontos percentuais menor do que no mesmo período de 2020.

Outro ponto negativo foi o crescimento da alavancagem da dívida líquida sobre o patrimônio líquido. A relação aumentou 6 p.p. na comparação com o trimestre imediatamente anterior, para 36%.

Ainda assim, a XP mantém uma visão “construtiva” para as ações no longo prazo e recomenda compra. O preço-alvo é de R$ 7 por ação e projeta alta de 166,16% quando comparado ao valor atual dos papéis PLPL3, cotados em R$ 2,63.

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Eztec (EZTC3) — menção honrosa das construtoras

Última das companhias que divulgaram resultados ontem a ser analisada pela XP, a Eztec ficou de fora do pódio com resultados mais fracos do que o esperado.

Com vendas líquidas aquém do previsto, a companhia reportou uma receita líquida de R$ 176 milhões. O número veio 51% abaixo das estimativas da corretora e 33% menor do que o registrado no quarto trimestre de 2020.

Ainda assim, os analistas enxergam pontos positivos no balanço. A margem bruta, por exemplo, chegou a 43,7%, resultado 0,1 p.p. superior ao projetado. A posição de caixa líquido de R$ 868 milhões também foi classificada como “considerável” pela XP.

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