🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Banco de investimento

Com escassez de IPOs, BR Partners (BRBI11) garante resultado com emissões de renda fixa

BR Partners muda mix de produtos e debêntures sustentam área de mercado de capitais no 1T22

Flavia Alemi
Flavia Alemi
6 de maio de 2022
17:28 - atualizado às 17:59
Executivos da BR Partners reunidos em torno de um púlpito na sede da B3, em cerimônia que marcou o início da negociação dos ativos da empresa na bolsa. Papel picado cai do teto e o logo da BR Partners aparece num telão ao fundo
Executivos da BR Partners participam da cerimônia de início da negociação dos ativos da empresa na bolsa - Imagem: B3

Quase um ano depois de ter feito sua estreia na bolsa, o BR Partners (BRBI11) ainda colhe os frutos dos R$ 400 milhões captados na oferta pública inicial (IPO).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se não fosse o capital levantado, o banco de investimentos, que tem como prioridade operações de fusões e aquisições, teria sentido com mais força os impactos da conjuntura macroeconômica retratada por Selic e inflação altas.

Isso porque o BR Partners trabalha com a postura de aportar parte do seu próprio dinheiro nas operações dos clientes - o tal skin in the game. Assim, os recursos do IPO deram fôlego para que o banco passasse a entrar em debêntures (títulos de dívidas corporativas) junto com os investidores.

Dessa forma, a atividade de mercado de capitais do banco viu uma mudança significativa no mix de emissões no primeiro trimestre de 2022. Se no mesmo período do ano passado o BR Partners apenas Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) apareciam na lista, hoje a maior parte do volume de emissões está com as debêntures.

Debêntures lideram volume de emissões

Elas foram responsáveis por 83% do volume total de emissões assessoradas pelo BR Partners no primeiro trimestre na unidade de mercado de capitais. Aliás, o volume total de emissões mais que triplicou em relação ao mesmo período de 2021, chegando a R$ 2,061 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dessas, destaque para a Highline, provedora de infraestrutura para as operadoras de telefonia celular que emitiu R$ 1,65 bilhão em debêntures em março.

Leia Também

"Se não tivéssemos os recursos do IPO, não teríamos entrado nesse negócio", disse em entrevista ao Seu Dinheiro o diretor de relações com investidores do BR Partners, Vinícius Carmona. "Isso mostra como o capital do IPO tem sido importante para desenvolver essa área. Se não fosse isso, não teríamos debêntures nesse trimestre”, justificou.

Isso se transformou em receita de R$ 23,3 milhões no segmento de mercado de capitais do banco no primeiro trimestre.

Fonte: BR Partners

Investment Banking

Principal área de negócio do BR Partners, a parte de Investment Banking, que engloba operações de fusões e aquisições, reestruturação, entre outros, mostrou recuperação de receita em relação ao quarto trimestre, com alta de 32,5%, para R$ 35,2 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na comparação anual, no entanto, fica evidente a redução do volume de M&As em relação a 2021: houve queda de 18,5%.

"A gente sente um esfriamento da ordem de 15% a 20% em relação ao nível de atividade do ano passado. Mas embora M&A seja nosso carro-chefe, temos conseguido diversificar os serviços que prestamos", apontou Carmona.

Lucro e receita do BR Partners avançam

Mesmo em meio ao cenário complicado, o BR Partners obteve alta de 29,3% no lucro líquido de um ano para cá, somando R$ 40,1 milhões.

No total, a receita líquida do banco somou R$ 98,5 milhões no primeiro trimestre, alta de 30,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice de eficiência se manteve acima de 30%, mas o índice de retorno sobre o patrimônio (ROAE, na sigla em inglês) caiu de 40,1% para 21% devido à entrada de capital do IPO e consequente diluição.

Conforme o banco vai se alavancando, pode ser necessário mais capital no futuro. Uma oferta subsequente (follow-on) agora está descartada em razão do ambiente pouco receptivo no mercado de capitais, mas a ideia está de pé para o ano que vem.

Até lá, o BR Partners vai se aproveitando da folga no índice de Basileia, de 28,8%, para coinvestir junto com os clientes.

Após publicar o balanço após o fechamento do mercado ontem, as ações do BR Partners oscilaram no pregão desta sexta-feira (6). Ao final dos negócios, o papel era cotado a R$ 15,50, em queda de 0,26%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que a ação conta com recomendação de compra de todos os analistas que a cobrem: BTG Pactual, Itaú BBA, XP, Suno e Empiricus.

BR Partners vê três setores pujantes

Na captação por meio de dívidas, há setores específicos em que o BR Partners enxerga oportunidades para se posicionar. É o caso de energia, agro e infraestrutura.

De acordo com Carmona, no setor de energia tem aparecido muitos projetos de geração distribuída, estimulados pela sanção do Marco Legal em janeiro.

No agronegócio, o executivo vê com bons olhos tanto o lado logístico quanto a infraestrutura, além das máquinas agrícolas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já na infraestrutura, Carmona lembra que as concessões feitas pelo governo deixaram diversas empresas com um cronograma de projetos que precisam ser seguidos. E eles estão sendo viabilizados por meio de debêntures.

Leia também:

Selic alta por tempo demais pode causar danos 

Conforme dito anteriormente, a disparada da Selic como forma para conter a inflação cada vez mais disseminada afugentou as empresas da bolsa e encareceu a tomada de crédito.

Para Carmona, se os níveis atuais do juros, ou até mais altos, conforme prevê o mercado, durarem por muito tempo, haverá um dano grande no mercado como um todo.

“É importante haver um arrefecimento dos juros. Se a Selic chegar a 9,5% ou 10% no ano que vem, já é uma sinalização positiva para o setor corporativo retomar as atividades de investimento”, afirmou o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O último relatório Focus, do Banco Central, estima uma Selic de 9,25% ao final de 2023, aliada a uma inflação de 4,10%. Mas Carmona não tem muita confiança de que isso vá acontecer.

“Temos choque de oferta, incertezas no cenário geopolítico global, depreciação cambial e incertezas políticas locais. Não me parece óbvio ter um movimento para a Selic cair tanto no ano que vem”, ressaltou.

Para BR Partners, ausência de 3ª via já está precificada

No âmbito das incertezas políticas locais, estão, é claro, as eleições no fim do ano. A possibilidade de uma terceira via que fuja dos atuais líderes das pesquisas, Lula e Bolsonaro, é remota e, de maneira geral, o mercado já precificou isso, segundo Carmona.

“Do ponto de vista de negócios, nenhum dos dois candidatos é uma boa solução”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A vantagem, para ele, é que o Brasil tem um mundo corporativo forte, com veia empreendedora. 

“Existe muita oportunidade no mundo corporativo e isso é independente do governo que vier. O mundo privado não vai parar”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MORTAS VIVAS

Quase sem vida, mas ainda de pé: o que são empresas zumbis e por que o Brasil lidera esse ranking entre os emergentes

8 de janeiro de 2026 - 15:16

Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas

QUEDA LIVRE

Apertem os cintos: Azul (AZUL54) despenca quase 86% em dois dias com diluição das ações

8 de janeiro de 2026 - 14:12

O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.

ESTRATÉGIA REDESENHADA

Sabesp (SBSP3) entra em modo expansão em 2026 — e a Copasa pode ser o próximo passo. O que diz o CFO?

8 de janeiro de 2026 - 13:42

Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições

EM BUSCA DA EFICIÊNCIA

GPA (PCAR3) contrata consultoria dos EUA para auxiliar na redução de custos e ações sobem; confira os planos da companhia

8 de janeiro de 2026 - 12:11

A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro

VAI FUNCIONAR?

Inteligência Artificial passa a prescrever remédios nos Estados Unidos. Vai dar certo?

8 de janeiro de 2026 - 9:02

Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas

HORA DA COLHEITA

Além da JBS (JBSS32): descubra as ações do agro que podem brilhar em 2026, segundo o BofA

7 de janeiro de 2026 - 17:47

Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores

ENTRE RUÍDOS

A quem cabe reverter (ou não) a liquidação do Banco Master? Saiba quem manda no destino da instituição agora

7 de janeiro de 2026 - 16:24

Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão

O QUE COMPRAR?

Ânima (ANIM3), Cogna (COGN3), Yduqs (YDUQ3) e outras: quem ganhou 10 na ‘prova surpresa’ do JP Morgan?

7 de janeiro de 2026 - 16:00

Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa

HORA DE COMPRAR

Ozempic não é tudo: BofA aponta outros motores de alta para a Hypera (HYPE3) e projeta ganho de 37% para a ação

7 de janeiro de 2026 - 15:31

Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa

CASO DE POLÍCIA

Ex-CEO da Hurb volta a se enrolar na Justiça após ser detido no Ceará com documento falso; entenda a situação

7 de janeiro de 2026 - 15:01

João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto

SEM PREOCUPAÇÕES?

Elon Musk descarta pressão sobre a Tesla com a nova IA para carros da Nvidia — mas o mercado parece discordar

7 de janeiro de 2026 - 13:33

O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano

PATINHO FEIO

Não é o ferro: preço de minério esquecido dispara e pode impulsionar a ação da Vale (VALE3)

7 de janeiro de 2026 - 12:31

O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale

FIQUE ATENTO

MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio

7 de janeiro de 2026 - 11:00

Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos

REESTRUTURAÇÃO

Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital

7 de janeiro de 2026 - 10:15

Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026

6 de janeiro de 2026 - 19:12

Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano

HORA DE COMPRAR?

O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil

6 de janeiro de 2026 - 18:10

Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar

PÉ NO ACELERADOR

A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo

6 de janeiro de 2026 - 14:54

Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3

GOLE BILIONÁRIO

Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev

6 de janeiro de 2026 - 14:11

Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano

LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA

Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?

6 de janeiro de 2026 - 11:59

Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado

FOCO NA MONETIZAÇÃO?

Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?

6 de janeiro de 2026 - 10:57

Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar