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Vale lembrar que, por trabalhar com empreendimentos mais caros, as incorporadoras de alta renda têm ainda mais dificuldade em repassar as altas da construção
Esta quinta-feira (17) é um dia agitado para as construtoras da B3. Mais cedo, o balanço da MRV (MRV3) mostrou como as margens estão afetadas pela inflação e provocou uma queda generalizada no setor. Agora, após o fechamento do mercado, mais companhias divulgam seus resultados do quarto trimestre, com destaque para a Cyrela (CYRE3).
A incorporadora voltada para os segmentos de alto padrão e luxo, registrou lucro líquido de R$ 218 milhões entre outubro e dezembro de 2021, queda de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado anual, o tombo foi maior e o indicador recuou 48%, para R$ 914 milhões.
A margem bruta - um dos indicadores mais importantes para entender a saúde financeira e operacional da companhia - avançou 1,6 ponto percentual no quarto trimestre, para 33,4%. Em 2021 o indicador avançou 2,8 p.p e chegou a 31,9%.
Vale lembrar que, por trabalhar com empreendimentos mais caros, as incorporadoras de alta renda têm ainda mais dificuldade em repassar as altas da construção. Isso ocorre porque os custos com financiamento e insumos construtivos para os imóveis de médio e alto padrão acabam sendo ainda mais salgados.
Com novos gatilhos para a inflação à vista, o desafio deve se intensificar ao longo deste ano. "Apesar deste contexto, a Cyrela encontra-se posicionada para enfrentar o cenário que se apresenta, com equipe preparada e banco de terrenos seletivo e localizado em bairros estratégicos nas regiões em que operamos, sempre buscando maximizar o retorno aos acionistas", destaca a empresa em comunicado.
*Conteúdo em atualização
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