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2022-05-12T20:10:15-03:00
Larissa Vitória
Larissa Vitória
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Carolina Gama
BALANÇO

Cogna (COGN3) melhora desempenho no primeiro trimestre, mas não sai do prejuízo; confira as notas da empresa

Embora tenha visto uma melhora no resultado nos três primeiros meses do ano, ainda assim a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 13,1 milhões, o que representa uma diminuição de 61,3% em relação às perdas registradas no mesmo período do ano anterior

12 de maio de 2022
19:53 - atualizado às 20:10
Logo da Cogna
Imagem: Divulgação/Flavio Fabene

Se a B3 fosse uma grande escola e as empresas listadas suas alunas, a temporada de balanços equivaleria às tão temidas provas trimestrais. Nessa caso, a Cogna (COGN3) ainda não ganharia uma estrela dourada pela performance no primeiro trimestre de 2022.

Embora tenha visto uma melhora no resultado nos três primeiros meses do ano, ainda assim a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 13,1 milhões, o que representa uma diminuição de 61,3% em relação às perdas registradas no mesmo período do ano anterior, que somaram R$ 33,8 milhões.

Considerando o resultado ajustado, a Cogna teve lucro de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre do ano, um aumento de 58,7% em base anual.

A empresa sentiu o peso do aumento de R$159 milhões em custo de dívidas motivado por aumentos da taxa Selic entre o primeiro trimestre de 2021 e o primeiro de 2022 (2,5% versus 12,75%).

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,2 bilhão o que representa um aumento de 6,4% na mesma base de comparação.

Aumento da receita liquida reflete o resultado positivo da Vasta, que superou em R$99,7 milhões a receita líquida do mesmo período do ano anterior em função do ciclo comercial e da retomada financeira das escolas privadas K-12 (equivalente ao ensino básico).

A base de alunos da Cogna (COGN3)

Uma métrica importante para a Cogna (COGN3) é a base de alunos. Ao final do trimestre, essa base cresceu 11,4%, o equivalente a 105,5 mil alunos, e faz Kroton superar o marco de 1 milhão de alunos ativos na graduação.

Segundo a empresa, essa expansão é resultante da melhora na captação e evasão.

Segundo o CEO da Cogna, Roberto Valério, apesar do cenário macroeconômico adverso, a empresa conseguirá manter o ritmo de recuperação.

O desempenho da Kroton

A Kroton, divisão de ensino superior da Cogna, fechou o trimestre com total de 1,088 milhão de alunos, avanço de 11,9% em relação ao primeiro trimestre de 2021.

Do montante, houve crescimento de 7,5% no volume de alunos de alta presencialidade (100% presencial e EaD premium), para 371.191 alunos, e crescimento de 13,8% na de baixa presencialidade (digital e híbrido), para 657.353. Na pós-graduação, houve alta de 20,3%, totalizando 60.162.

A taxa de evasão da graduação atingiu 16,3%, com redução anual de 1 ponto porcentual, enquanto a da pós-graduação caiu 0,4 ponto, para 2,7%.

A Kroton teve Ebitda de R$ 221,287 milhões, avanço anual de 79,7%. A receita líquida, no entanto, recuou 4,9%, para R$ 701,796 milhões.

Vasta em números

Já a Vasta, que oferece conteúdo para escolas, adicionou 766 novas escolas à sua plataforma em comparação ao ciclo 2021, ultrapassando a marca de 1,6 milhão de alunos utilizando o sistema de ensino.

A receita líquida do primeiro trimestre apresentou crescimento de 35,5%. A empresa mais que dobrou o Ebitda na comparação anual, somando R$ 133,646 milhões, alta de 137,1%.

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