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A diluição no capital da empresa responsável pelas Usinas Angra 1, 2 e 3 aconteceu graças a um aporte de R$ 3,5 bilhões feito pela ENBPar
A Eletrobras (ELET3; ELET6) segue cumprindo a extensa lista de exigências para finalizar o processo de privatização. Desta vez, a companhia informou a redução da participação na Eletronuclear de 99% para 35,9%, abrindo espaço para a União.
A diluição no capital da empresa responsável pelas Usinas Angra 1, 2 e 3 aconteceu graças a um aporte de R$ 3,5 bilhões feito pela ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional).
A ENBPar é vinculada ao Ministério de Minas e Energia e está assumindo as atividades mais estratégicas da Eletrobras, incluindo aquelas que não podem ser privatizadas.
Neste caso, a Eletronuclear entra na lista porque está previsto na Constituição que atividades nucleares são monopólio da União. Assim, para a privatização, foi preciso encontrar uma solução que mantivesse a empresa sob controle governamental.
Em mais um item desta longa lista de exigências, a Eletrobras também informou ter pago R$ 26,6 bilhões em bônus de outorga dos novos contratos de concessão de geração de energia elétrica. No total, foram renovados 22 acordos, que também era algo obrigatório diante da privatização.
O negócio tem duração de 30 anos e prevê o pagamento de R$ 32 bilhões à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) além do bônus.
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