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ELEIÇÕES 2022

Dona do Facebook promete ações para limitar ‘fake news’ nas eleições de 2022; dá para acreditar?

"Existe um papel quase que educacional", disse a gerente de Políticas Públicas da Meta no Brasil.

Urna Eletrônica
Urna eletrônica é um dos temas das fake news disseminadas via Facebook no período que antecede as eleições de 2022. Imagem: Montagem/Andrei Morais/Shutterstock

O alcance cada vez maior das redes sociais transformou o debate sobre a circulação de notícias falsas - também chamadas fake news - tão importante quanto as eleições em si. Na mira dos críticos, a Meta, novo nome da empresa que controla o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, tenta se antecipar às discussões no período que antecede as eleições presidenciais de 2022.

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Em apresentação do grupo Meta sobre ações para as eleições brasileiras de 2022, executivos afirmaram que Facebook e Instagram vão reduzir em até 80% o alcance de conteúdos classificados como falsos após análises realizadas por  agências de checagem.

Mensagens com discurso de ódio, que estimulem a supressão de votos ou violem as demais diretrizes do Facebook serão removidas.

"Existe um papel quase que educacional", disse a gerente de Políticas Públicas da Meta no Brasil, Monica Steffen. "Acreditamos que comunicar o usuário de que o conteúdo é falso nos permite exercer melhor nosso papel." 

No WhatsApp, a estratégia é limitar o reencaminhamento de mensagens para apenas um grupo por vez. O serviço pretende detectar comportamentos atípicos a partir de contas criadas por automação e pelo uso anormal da plataforma.

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Eleições x Redes Sociais

Em esforço para combater as fake news durante o período das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou acordos com os representantes de empresas como o Twitter e a Meta.

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Esses tratos preveem a criação de canais para denunciar o conteúdo enganoso e facilitar a remoção de contas falsas. Também contam com o desenvolvimento de medidas que levam informações oficiais aos usuários.  

O acordo ainda prevê a implementação de iniciativas que promovem a educação midiática e capacitação que visa combater a desinformação.

E o Telegram?

Depois de seu quase banimento no Brasil, a rede social resolveu aderir ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação no Âmbito da Justiça Eleitoral.

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O Telegram era a única empresa entre as grandes redes sociais em operação no país que ainda não haviam acertado a colaboração com o TSE.

Spotify entra no acordo para as eleições

Na iniciativa contra as fake news, sobrou até para os serviços de streaming.

O Tribunal Superior Eleitoral firmou acordo com o Spotify - maior empresa de conteúdo em áudio com atividade no País - para conter a desinformação nos podcasts transmitidos pela plataforma.

O acerto prevê a criação de um canal para dar cumprimento mais célere a eventuais decisões, durante a campanha, para supressão de conteúdo que viole a legislação eleitoral.

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Mas dá para acreditar no que promete o Facebook?

As ações prometidas pela Meta foram implementadas nas duas últimas eleições brasileiras, em 2018 e 2020.

Em relação ao período eleitoral desse ano, porém, o grupo não divulgou o período durante o qual a força-tarefa responsável pelas operações funcionará. Também não se sabe quantas pessoas estarão envolvidas.

Questionado sobre esses e outros temas, entretanto, a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp também não forneceu detalhes sobre como funcionaria a moderação do conteúdo.

No foco dessas operações estará a identificação de redes de "comportamento inautêntico coordenado" para, segundo o grupo, interromper movimentos que tenho objetivo de interferir no pleito.

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A descoberta dessas redes, porém, depende menos do conteúdo disseminado e mais do comportamento dos usuários.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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