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Petista afirma que cenário eleitoral já está definido dentro do PT e diz que comentário do presidente pode ter relação com São Paulo

Em meio às especulações sobre o futuro da eleição presidencial de 2026, Fernando Haddad tratou de esfriar os rumores. O ex-ministro da Fazenda afirmou nesta quarta-feira (20) que a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição está definida e negou qualquer possibilidade de entrar na disputa pelo Palácio do Planalto.
A declaração foi dada em entrevista ao videocast do Market Makers, parceiro do Money Times, após falas recentes de Lula alimentarem especulações sobre um eventual plano alternativo do Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026.
Na segunda-feira (18), durante um evento do governo federal, o presidente afirmou que Haddad estaria “pensando em dar um salto mais alto”, sem detalhar a declaração. A fala bastou para reacender rumores sobre uma possível candidatura presidencial do ex-ministro.
Segundo Haddad, porém, o comentário pode ter sido uma referência à disputa pelo governo de São Paulo. Ele afirmou que Lula evitou aprofundar o assunto por prudência, já que participava de um evento oficial.
“Falou isso dessa forma porque era um evento do governo e ele não poderia entrar em detalhes sobre o que estava pensando. Foi uma questão de prudência”, afirmou.
Durante a entrevista, Haddad afirmou que alterações em candidaturas presidenciais costumam acontecer apenas em situações excepcionais, como ocorreu em 2018.
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Naquele ano, Lula teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquanto estava preso e inelegível. Haddad, que inicialmente era candidato a vice na chapa petista, assumiu a disputa presidencial e acabou derrotado por Jair Bolsonaro no segundo turno.
“Não existe essa possibilidade. O quadro está consolidado”, disse Haddad ao negar uma eventual candidatura à Presidência da República em 2026.
O ex-ministro também afirmou que vê mais dificuldades na consolidação do nome da oposição do que no projeto de reeleição de Lula. A declaração foi feita em referência ao senador Flávio Bolsonaro e às discussões envolvendo suas ligações com o Banco Master.
Questionado sobre os desafios do PT para conquistar o governo paulista pela primeira vez, Haddad preferiu direcionar críticas à atual gestão estadual de Tarcísio de Freitas, provável candidato à reeleição.
“Estou vendo crise na segurança pública, inclusive de hierarquia, crise na educação, com uma greve grande, insatisfação no magistério, escolas sucateadas e a qualidade caindo segundo dados oficiais. Uma crise financeira, ele herdou (o governo) com R$ 26 bilhões de caixa livre e está com R$ 5 (bilhões) depois de ter vendido a Sabesp, que está esse horror e é campeã do Procon“, afirmou.
Haddad relembrou ainda sua trajetória política em São Paulo. Ele afirmou ter iniciado a vida pública após a gestão de Celso Pitta na prefeitura da capital e participou da administração de Marta Suplicy. Em 2012, foi eleito prefeito da cidade, cargo que ocupou entre 2013 e 2017.
“Tenho experiência nisso. Vou conseguir arrumar se me derem a honra de governar São Paulo”, afirmou Haddad.
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