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O trabalho do presidente Lula foi aprovado por 46%, contra 45% em março, e desaprovado por 49% dos entrevistados, ante 51%
Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sabe que os dados mais fortes da economia não são suficientes para o brasileiro respirar aliviado. Na última semana, o petista chegou a debater o tema no podcast Calma Urgente.
Já hoje, o cenário mais apertado e o endividamento das famílias chegou nas eleições presidenciais. A percepção econômica e a corrupção são pontos de desgaste para Lula.
Segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus para a corrida presidencial de 2026, divulgada nesta segunda-feira (27), mostrou que Lula conseguiu recuperar a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em duas das três simulações de primeiro turno.
Além disso, o atual presidente aparece empatado tecnicamente com o senador e os principais concorrentes ao cargo – Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) – no segundo turno.
A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.028 pessoas entre sexta-feira (24) e domingo (26) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95%.
De acordo com o levantamento, 42% dos eleitores avaliam que a economia do país está pior agora do que ao final do governo de Jair Bolsonaro, pai do candidato Flávio. Além disso, 51% dos brasileiros avaliam a economia do país como ruim ou péssima.
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Os resultados representam uma melhora em relação à pesquisa anterior, divulgada em março. Na época, 46% tinham uma visão negativa da gestão econômica do país em relação à anterior e 53% avaliavam mal a economia.
Ainda assim, a população com a perspectiva negativa vota em peso no candidato Flávio Bolsonaro, que ganha 66% das intenções de voto no primeiro turno e 80% no segundo entre esse público.
No primeiro turno, o petista aparece em vantagem com 46% contra os 35% de Flávio Bolsonaro entre a população que não tem dívidas. Já no segundo turno, a vantagem passa de 50% contra 42%.
Entre os brasileiros inadimplentes, com dívidas em atraso há mais de 30 dias, essa porcentagem é de 41% para Lula contra 37% para o senador no primeiro turno. No segundo, a distância entre os candidatos passa para 47% contra 46%.
Já em relação à corrupção, apesar de ter saído da principal preocupação do brasileiro em relação ao país, caindo de 29% em março para 24% em abril, os eleitores que possuem uma visão negativa sobre a questão também votam mais em Flávio Bolsonaro.
Segundo o levantamento, 40% dos eleitores que se preocupam com a corrupção no Brasil votam no filho do ex-presidente.
Apesar disso, os principais problemas para o eleitorado são saúde pública, que passou de 25% para 26%, e segurança pública, indo de 23% para 35%.
Nos três cenários de primeiro turno apresentados aos entrevistados, Lula tem 41%, enquanto Flávio Bolsonaro varia entre 36%, em dois cenários, a 38% em um. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
No levantamento anterior, com a inclusão de Eduardo Leite (PSD) e sem a inclusão de Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza), o presidente variou de 39% e 42% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu com entre 38% para 39%.
No cenário para o segundo turno, Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 45%. No levantamento anterior, em 30 de março, ambos estavam empatados com 46% no turno derradeiro.
No primeiro, e inédito, cenário de primeiro turno da pesquisa BTG Pactual/Nexus com oito pré-candidatos, Lula obteve 41% e Flávio Bolsonaro 36%. Romeu Zema aparece com 4% e Caiado com 3%
Entre os outros postulantes, Renan Santos (Missão) tem 3%, Augusto Cury, 2%, Aldo Rebelo (DC) e Daciolo,1%.
O total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados foi de 6% e os indecisos ou que não opinaram somaram 2%.
Para 69% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará. Outros 29% poderão mudar e 2% não souberam ou não responderam.
O levantamento BTG Pactual/Nexus traçou três cenários de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, entre o presidente contra Caiado e, por fim, contra Zema.
Contra Flávio Bolsonaro, Lula teria 46% e o senador 45%, ante o empate em 46% na primeira pesquisa. Nesse cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estariam indecisos ou não responderam, ante 7% e 0% na pesquisa passada.
Contra Caiado, Lula teria vantagem de 45% a 41%, ante 46% a 41% no primeiro levantamento. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro, Lula teria 45% contra 41% de Zema, ante 46% a 40% na primeira pesquisa.
Na pesquisa espontânea, Lula saiu de 32% das intenções de voto para 33%, Flávio Bolsonaro permaneceu em 26% e Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar e inelegível, manteve os 2%. Renan Santos, Zema e Caiado apareciam todos com 1% em março e no levantamento de abril ficaram com 2%, 2% e 1%, respectivamente. Os outros candidatos aparecem com 0%.
Nesse levantamento, 29% não souberam responder ou não opinaram, ante 30% na primeira pesquisa, e o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome permaneceu em 3%. Outros candidatos foram citados por 3% dos eleitores, ante 5% no passado.
A rejeição a Lula variou de 49% para 48% do eleitorado brasileiro entre as pesquisas, enquanto a de Flávio Bolsonaro permaneceu em 48%. O potencial de voto de Lula permaneceu nos mesmos 50% de março, enquanto Flávio Bolsonaro também manteve os 48% da primeira pesquisa.
O levantamento perguntou como o entrevistado avalia o governo do presidente Lula e 14% responderam ótimo (15% em março), 19% bom (20% em março), e 23% consideraram regular, ante 21% na pesquisa anterior. Outros 8% consideraram o governo ruim e 35% como péssimo, ante 8% e 36% respectivamente na pesquisa passada, além de 1% que não responderam e não souberam avaliar (1% em março).
O trabalho do presidente Lula foi aprovado por 46%, contra 45% em março, e desaprovado por 49% dos entrevistados, ante 51%. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação variaram de 4% para 5% no atual levantamento.
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